Preço do imóvel subiu 13,7% em 2012, aponta FipeZap

O preço do metro quadrado anunciado encerrou 2012 com alta de 13,7%, segundo o Índice FipeZap. A variação é quase a metade da verificada em 2011, quando o preço do metro quadrado subiu 26,3%. "É difícil identificar o que foi mais relevante para essa queda, mas pesa uma questão de expectativa na economia", afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice.

A estimativa do mercado é que o Produto Interno Bruto (PIB) fique em 0,98% em 2012, segundo o Boletim Focus, do Banco Central. O número é bem abaixo do que os analistas previam para o indicador no início do ano passado. Para 2013, a aposta do mercado é de um crescimento de 3,3%.

No recorte regional, a maior variação anual do metro quadrado foi no Recife, alta de 17,8%. Na sequência, apareceram São Paulo (15,8%) e Rio (15,0%). A menor foi no Distrito Federal (4%). "São Paulo e Rio têm uma importância muito grande na atividade econômica do País e concentram boa parte da renda. Já Recife vive uma situação muito boa e isso acaba se refletindo no mercado imobiliário", afirma Zylberstajn.

Em dezembro, a alta mensal do composto nacional foi de 1%, acima dos meses anteriores - novembro (0,9%) e outubro (0,8%). Salvador (2,1%) e Distrito Federal (1,5%) tiveram os maiores reajustes no mês passado.

Vale ressaltar que, em São Paulo, a variação foi de 0,8%, a mais baixa já verificada na série histórica, iniciada em janeiro de 2008. "É a menor variação em cinco anos, mas ainda assim está acima da inflação. Isso mostra que o mercado não está parado", diz Zylberstajn.

O Rio teve o metro quadrado mais caro anunciado em dezembro (R$ 8.616), seguido pelo Distrito Federal (R$ 8.163) e São Paulo (R$ 7.017). O mais baixo foi em Salvador (R$ 3.935). A média nacional foi de R$ 7.049.

Em cinco anos, quando teve início a medição do Índice FipeZap, o indicador acumula alta de 194% no Rio e de 159% em São Paulo.

O Índice FipeZap também apurou que o preço médio anunciado na locação subiu 0,1% em dezembro e 10% no ano passado em São Paulo. No Rio, a alta anual apurada ficou em 11%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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