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Preço das ações do Bradesco é um 'absurdo' ante a lucratividade da operação, diz presidente do banco

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 02.12.2019 - O presidente do Bradesco, Octavio Lazari, durante almoço de confraternização dos dirigentes de bancos, em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 02.12.2019 - O presidente do Bradesco, Octavio Lazari, durante almoço de confraternização dos dirigentes de bancos, em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pressionadas pelo aumento da concorrência trazida nos últimos anos pelas fintechs, as ações de grandes bancos têm tido dificuldades para entregar retornos positivos aos investidores. Os papéis do Bradesco, por exemplo, acumulam uma queda de aproximadamente 13% na Bolsa de Valores em 2021, até o início de dezembro.

Na avaliação da Octavio de Lazari, presidente do banco, frente à lucratividade da operação do Bradesco, os preços em que negociam os papéis na Bolsa são um "absurdo". Em especial, tendo em vista o caso de fintechs como do Nubank, que ainda estão no prejuízo, e têm conseguido captar bilhões em rodadas de investimento junto a investidores.

"Se a gente olhar com profundidade, é irracional [o preço em que negociam as ações do Bradesco]. Ter um banco desse tamanho, que dá R$ 25 bilhões de lucro todo ano, que distribui dividendos, valer 1,2 [vezes] o valor patrimonial, qual é a lógica disso?", questionou o executivo, durante almoço com a imprensa nesta sexta-feira (3).

Lazari disse ainda que acredita ser uma questão de tempo para que o mercado reconheça a distorção que ele considera existir hoje nos preços das ações dos grandes bancos.

Esse, aliás, é um movimento que já começou, acrescentou o executivo, lembrando o ambiente de maior pressão para as fintechs nas últimas semanas, com aumento de questionamentos de investidores quanto à falta de lucratividade e os gastos necessários para ganhar escala.

Em processo de abertura de capital na bolsa americana, o Nubank foi recentemente atingido pela onda pessimista do mercado em relação às fintechs. A empresa teve de revisar para baixo a faixa de preço das ações do seu IPO previsto para a semana que vem.

"Nós não podemos nos dar ao luxo de não dar lucro, como acontece com as fintechs", afirmou Lazari. Segundo ele, em um cenário previsto à frente de juros mais altos do que os praticados nos últimos meses, seja no Brasil ou no exterior, empresas que se beneficiaram do mercado de capitais aquecido, como XP e BTG Pactual, devem atravessar dias mais difíceis a partir de agora.

"Quando você tinha uma Selic de 2%, as pessoas estavam predispostas a correr um pouco mais de risco para poder ter uma remuneração melhor do seu capital. Quando você tem juros de 10%, 12%, ele vai preferir o conservadorismo", afirmou o presidente do Bradesco.

"A tendência é que haja, sim, uma maior dificuldade de crescimento [por parte de empresas do setor financeiro que se beneficiaram dos juros baixos dos últimos anos]", acrescentou Lazari.

Ele disse ainda que hoje está "muito mais" difícil fazer o repasse do aumento da taxa básica de juros para os clientes na ponta final, frente aos juros já na casa de dois dígitos precificados pelos agentes econômicos na curva futura, além da concorrência acirrada.

O presidente do Bradesco afirmou também que vê como uma "tendência natural" a integração das frentes digitais do banco, que hoje se dão via Next, Digio e Bitz, que somam uma base de aproximadamente 15,5 milhões de clientes. Ele ressaltou, contudo, que esse é um processo que ainda deve levar algum tempo até ser concretizado.

"No decorrer do tempo, isso pode até se consolidar num único banco digital, mas, agora, acreditamos que o mercado é tão competitivo e multifacetado, que trabalhar com mais de uma marca faz sentido", disse Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do banco.

Trabuco comentou ainda que a expansão da carteira de crédito dos grandes bancos anda de mãos dadas com as perspectivas para o crescimento da atividade econômica de forma mais ampla.

"Se você tiver um largo período de PIB baixo, o ciclo de crédito passa a ter um risco muito maior. E aí o ciclo de crédito realimenta o PIB baixo", afirmou o presidente do conselho do banco.

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