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Prazo dos EUA para venda do TikTok é prorrogado para 27 de novembro

·3 minuto de leitura
TikTok consegue nova prorrogação até 27 de novembro para reestruturar seus ativos nos EUA (corte)

As autoridades dos Estados Unidos deram à empresa chinesa proprietária do TikTok duas semanas a mais para vender a popular rede social devido às preocupações de segurança nacional mencionadas pelo governo Trump, segundo um documento judicial divulgado nesta sexta-feira (13). 

O documento protocolado pela matriz do TikTok, ByteDance, perante um tribunal federal diz que as autoridades estenderam o prazo estabelecido, originalmente em 12 de novembro, para 27 de novembro.

"Esta prorrogação dará às partes e ao comitê tempo adicional para resolver este assunto de acordo com o decreto", explicou o Tesouro americano em comunicado, lembrando que negociações estão sendo realizadas entre o TikTok e o CFIUS, o comitê encarregado de garantir que investimentos estrangeiros não representem um risco à segurança nacional dos Estados Unidos.

Este respiro de última hora soma-se a uma série de pequenas vitórias recentes conquistadas pela rede social chinesa, cujo futuro nos Estados Unidos está em perigo por causa dos temores sobre a segurança nacional apresentados pela administração Trump.

O governo Trump afirmou que o aplicativo popular para compartilhar vídeos poderia ser usado para espionagem chinesa e ameaçou proibi-lo, a menos que seja vendido para investidores locais. A proibição, no entanto, foi recorrida.

Esta queda de braço ocorre em um momento em que as relações entre Estados Unidos e China se tornaram fortemente tensas em ambos os lados.

Trump anunciou na quinta-feira que proibiria os americanos de investir em cerca de 30 empresas chinesas ligadas a atividades militares e pediu aos investidores que possuem ações nelas que as vendessem antes de novembro de 2021.

- Ofensiva judicial -

Extremamente popular entre os adolescentes, o TikTok - que tem cerca de 100 milhões de usuários nos Estados Unidos e 700 milhões em todo o mundo - nega as acusações do governo americano.

Donald Trump assinou uma ordem executiva em 14 de agosto forçando o ByteDance a vender suas atividades no país norte-americano em 90 dias, alegando uma ameaça à "segurança nacional".

Como este prazo expirou na noite de quinta-feira, o CFIUS concedeu uma prorrogação à ByteDance.

O último pedido informava que o prazo estipulado pelo Comitê Intergovernamental de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos foi prorrogado, sem maiores detalhes. 

Na quinta-feira, o Departamento de Comércio disse que atrasaria a implementação da política de Trump para cumprir uma ordem judicial em favor do TikTok. 

A administração Trump foi contestada por sua decisão em pelo menos dois tribunais dos Estados Unidos. 

O TikTok e sua empresa controladora entraram com uma ação na capital, enquanto os "criadores" do aplicativo têm um processo paralelo pendente em um tribunal da Pensilvânia, que bloqueou a proibição em 30 de outubro. 

Foi só nesta semana que as autoridades americanas disseram que não aplicariam a restrição ao mesmo tempo que o governo anunciou que iria recorrer da decisão da Pensilvânia.

A Casa Branca disse que o TikTok deve se tornar uma empresa americana controlada por investidores americanos para evitar a proibição. 

Mas qualquer plano provavelmente precisará da aprovação de Pequim, que se recusou a abrir mão do controle de sua estrela de mídia social. 

O Ministério do Comércio da China publicou novas regras em agosto que adicionaram "uso civil" a uma lista dos tipos de tecnologia que são restritos para exportação, o que pode dificultar a venda do TikTok pela ByteDance, que apresenta vídeos diversos, desde danças a política. 

Um acordo pareceu tomar forma no início deste ano, permitindo que a gigante do Vale do Silício Oracle fosse a parceira de dados para um TikTok recém-incorporado, com o Walmart ingressando como parceiro comercial. 

Embora Trump tenha sinalizado sua aprovação para o plano, ele não foi finalizado e as perspectivas permanecem obscuras.

rl/ft/jc/mvv/am