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Prata no mundial de tiro com arco, Marcus D'Almeida se inspira em Guga e sonha com desenvolvimento da modalidade no país: 'primeira de muitas'

·3 minuto de leitura

O carioca Marcus D'Almeida é o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha no Mundial de tiro com arco. Além da prata na competição do último final de semana, que reunião grandes nomes da modalidade em Yankton, nos EUA, o arqueiro de 23 anos soma outros feitos inéditos para o esporte no país.

Em 2014, com apenas 17 anos, Marcus foi prata na final da Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos da Juventude. Em 2019, ficou em segundo lugar também nos Jogos Pan-Americanos de Lima, melhor posição da história do país na competição. Após disputar sua primeira olimpíada na Rio-2016, há um mês, em Tóquio, foi 9º colocado, igualando o melhor desempenho da história do país no evento.

Antes de embarcar de volta para o Brasil com a medalha no mundial, o arqueiro conversou com o GLOBO sobre sua conquista inédita:

Como se interessou por um esporte que não é popular no país?

Me mudei muito cedo pra Maricá, no interior do Rio, e lá é sede da confederação brasileira. Minha mãe soube do projeto de iniciação deles e m elevou porque eu gostava de esporte, e não necessariamente do arco. Não foi amor à primeira vista, mas fui aprendendo a amar esse esporte.

Com que idade começou a praticar e quando decidiu que viveria disso?

Comecei com 12 anos e dois anos depois fui para a seleção. Com 14 já era assalariado. Mas depois da Rio-2016 eu vi que viveria mesmo disso. Comecei a estudar educação física, fiz quatro semestres. Tenho vontade de terminar o curso, mas tudo tem seu momento.

Como você lida com a saúde mental em um esporte tão solitário?

É um esporte que tem que aprender a conviver com você mesmo ficando muito tempo sozinho e calado. Conforme você vai repetindo, vaia prendendo a lidar com sua voz interna e esse é um dos maiores benefícios do arco. A saúde mental é como a física, tem dias melhores e piores e a gente sempre tem que trabalhar nisso. Tenho acompanhamento com a psicóloga, faço coaching e meditação, além de praticar outros esportes como nadar, surfar e correr.

Você sentiu diferença na pressão e na concentração necessária em uma olimpíada para um mundial?

No mundial eram basicamente as mesmas pessoas que estavam em Tóquio. A pressão é de fora, e em Tóquio deixei isso me dominar um pouco, e aqui eu vim mais relaxado. Fico muito feliz de ter conseguido deixar meu corpo e mente fluir para o resultado vir. Tive também algumas mudanças técnicas, mudei meu treino e procurei entrar mais relaxado.

O que esse título muda pra você em termos de competição e visibilidade?

Muda muita coisa, me bota num patamar que poucas pessoas estão. Faz nós brasileiros acreditarmos muito mais no tiro, e que podemos ganhar mais, nas equipes, equipes mistas, individual... Se deus quiser é só a primeira de muitas.

Você só tem 23 anos, mas já possui um currículo forte. Acha que a idade e a experiência são importantes nesse esporte?

Com certeza, inclusive acredito que meus dois adversário na final tinham amais de 30. É comum as pessoas chegarem aos 40 ou mais nesse esporte, e a experiência conta. Mas prefiro falar do presente.

Você já tem muitos números que são os melhores do país. Com a falta de referências brasileiras no arco, você se inspira em atletas de outros esportes?

Desde criança eu gosto do Ayrton Senna, mesmo sem ter visto ele correr. E também do Guga, porque a trajetória dele lembra a história que quero fazer, de pegar pegar um esporte lá de baixo e fazer ele ser mais conhecido.

Como é iniciar um novo ciclo olímpico bem mais curto e com uma medalha mundial?

Começando com o pé direito com essa conquista. Agora é manter a cabeça no lugar e planejar bem os treinos, sabendo que podem vir coisas boas e o Brasil pode se consagrar.

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