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Próximo leilão do pré-sal contém campos com baixo risco exploratório, diz ANP

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, a P-52

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O próximo leilão de áreas do pré-sal, que ocorrerá em dezembro e já conta com a inscrição de gigantes petroleiras como Shell e Equinor, ofertará campos de "baixíssimo" risco exploratório, afirmou nesta sexta-feira o superintendente adjunto da reguladora ANP Ronan Ávila.

Os blocos de menor risco do certame, segundo ele, serão Norte de Brava e Água Marinha, ambos na Bacia de Campos, que terá outros dois blocos leiloados. Na bacia de Santos, serão sete.

Os bônus de assinatura das áreas da concorrência variam de 7 milhões a 511 milhões de reais, e a alíquota mínima de excedente em óleo à União, de 4,88% a 22,71%. Será o primeiro leilão do pré-sal na modalidade de oferta permanente.

"Os blocos Norte de Brava e Água Marinha são os de menor risco de todo certame... O primeiro apresenta infraestrutura instalada e a modelagem conta com desenvolvimento compartilhado; o segundo, um pouco mais distante da costa, mas ainda na área de influência dos campos produtores", disse Ávila.

A Petrobras, a partir de regras previstas em lei, manifestou interesse em ser operadora dessas duas áreas, com no mínimo 30% de participação.

Água Marinha "está rodeado de campos produtores, a maioria desses polígonos são da produção do pós-sal, no entanto, boa parte desses campos vizinhos estão perfurando o pré-sal e estão obtendo sucesso", afirmou Ávila, ao apresentar seminário técnico sobre o leilão nesta sexta-feira.

"Marlim, Barracuda, Espadarte, são os vizinhos mais próximos... É um prospecto relativamente pequeno, mas muito próximo de campos produtores, então com infraestrutura instalada e praticamente baixíssimo risco exploratório."

Já o bloco Norte de Brava, também próximo de campos importantes como Marlim, Albacora e Voador, "praticamente não tem risco geológico", disse o superintendente.

Estão inscritas para o leilão um total de 13 empresas, incluindo ainda companhias como BP, Chevron e TotalEnergies.

DEMAIS CAMPOS

Ávila pontuou ainda que o bloco Itaimbezinho, também em Campos, é o único do certame em que o "play" (prospecto) principal é do pós-sal. "Apresenta risco exploratório de moderado a alto, com volumes intermediários", afirmou.

Já o bloco Turmalina, de Campos, é de fronteira exploratória o que reflete no risco. No entanto, "é o de maior volume esperado para a Bacia de Campos".

Na Bacia de Santos, Ávila afirmou que os blocos Sudoeste de Sagitário e Cruzeiro do Sul apresentam risco exploratório exclusivamente associado aos "upsides", uma vez que se tratam de extensões de prospectos perfurados.

"Cruzeiro do Sul apresenta ainda risco de projeto, em função da probabilidade elevada de ocorrência de CO2 em altos teores, com tecnologia de desenvolvimento da produção ainda em desenvolvimento. Os volumes são intermediários", afirmou.

Os blocos Esmeralda e Jade, segundo ele, apresentam riscos moderados e "se considerarmos as demais oportunidades além dos prospectos homônimos aos blocos, os volumes são bastante relevantes, caracterizando alto prêmio".

Os blocos Ágata, Bumerangue e Tupinambá são de fronteira exploratória e apresentam alto a moderado risco exploratório, assim como volumes esperados, completou.

(Por Marta Nogueira)