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Próxima corrida ‘armamentista’ global mira domínio em 6G

Shirley Zhao, Scott Moritz e Thomas Seal
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A maior parte do mundo ainda não conhece os benefícios de uma rede 5G, mas a corrida geopolítica pela próxima grande onda em tecnologia de telecomunicações já começou.

Para empresas e governos, há muito em jogo. Os primeiros a desenvolver e patentear o 6G serão os maiores vencedores do que alguns chamam de próxima revolução industrial. Embora ainda falte pelo menos uma década para se tornar realidade, o 6G - que pode ser até 100 vezes mais rápido do que a velocidade de pico do 5G - pode fornecer o tipo de tecnologia visto apenas em ficção científica, como hologramas em tempo real, táxis voadores, e corpos e cérebros humanos conectados à Internet.

A disputa pelo 6G já esquentou, embora continue sendo uma proposição teórica, e destaca como a geopolítica alimenta rivalidades tecnológicas, particularmente entre EUA e China.

“Este esforço é tão importante que se tornou uma corrida armamentista até certo ponto”, disse Peter Vetter, responsável por acesso e dispositivos do braço de pesquisa Bell Labs, da Nokia. “Será necessário um exército de pesquisadores para se manter competitivo.”

Anos de animosidade sob o governo Trump atingiram duramente empresas de tecnologia da China, mas isso não impediu o país de emergir como líder em 5G. A nação asiática tem a maior pegada 5G do mundo e, apesar das várias tentativas dos EUA para impedi-la, a Huawei Technologies supera os fornecedores 5G rivais globalmente, principalmente por oferecer preços atrativos.

O desenvolvimento do 6G pode dar aos EUA a oportunidade de recuperar o terreno perdido na tecnologia sem fio.

“Ao contrário do 5G, a América do Norte não deixará a oportunidade de uma liderança geracional passar tão facilmente desta vez”, disse Vikrant Gandhi, diretor sênior de tecnologias da informação e comunicação da consultoria Frost & Sullivan, nos EUA. “É provável que a competição pela liderança 6G seja mais acirrada do que pela 5G.”

Está claro que o 6G já está na mente dos governos em Washington e Pequim. Trump tuitou no início de 2019, por exemplo, que queria o 6G “o mais rápido possível”.

A China já está avançando. O país lançou um satélite em novembro para testar ondas de rádio para potencial transmissão 6G, e a Huawei tem um centro de pesquisa 6G no Canadá, segundo reportagens da mídia canadense. A fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE também se associou à China Unicom Hong Kong para desenvolver a tecnologia.

Os EUA começaram a esboçar as linhas da batalha 6G. A Alliance for Telecommunications Industry Solutions, um desenvolvedor de padrões de telecomunicações dos EUA conhecido como ATIS, lançou a Next G Alliance em outubro para “promover a liderança norte-americana em 6G”. Os membros da aliança incluem gigantes da tecnologia como Apple, AT&T, Qualcomm, Google, Samsung Electronics, mas não a Huawei.

Em dezembro, a União Europeia também revelou um projeto sem fio 6G liderado pela Nokia, que inclui empresas como Ericsson e Telefónica, bem como universidades.

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©2021 Bloomberg L.P.