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Prévia da inflação em novembro é a menor para o mês em 21 anos

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 18.09.2018: Notas no valor de 100, 50, 20, 10 e 5 reais. Real, moeda corrente oficial da República Federativa do Brasil. (Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), variou 0,14% em novembro, mostrando leve aceleração em relação à taxa de 0,09% registrada em outubro. Esse é o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa foi de -0,11%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,83% e, em 12 meses, de 2,67%, abaixo dos 2,72% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2018, a taxa foi de 0,19%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o órgão, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três apresentaram deflação (queda nos preços), com destaque para Habitação (-0,22%), responsável pela maior contribuição negativa no IPCA-15 de novembro, com -0,04 ponto percentual.

No lado das altas, destacam-se os grupos Vestuário (0,68%), Despesas Pessoais (0,4%) e Transportes (0,3%), cujo impacto no índice do mês foi de 0,06 ponto percentual.

Já Alimentação e Bebidas, após a queda nos preços observada em outubro (-0,25%), apresentou ligeira alta (0,06%), contribuindo com 0,02 ponto percentual. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,06% em Artigos de Residência e a alta de 0,2% em Saúde e Cuidados Pessoais.

A gasolina e o etanol, que já haviam apresentado alta em outubro, aceleraram em novembro (de 0,76% e 0,52% em outubro para 0,8% e 2,53% em novembro, respectivamente). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,1%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a uma alta de 1,07%.

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.