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Prédios residenciais do futuro devem ficar cada vez mais altos

Claire Ballentine
Vista dos arranha-céus de Chicago, nos Estados Unidos (Foto: Getty Images)

Enquanto houver demanda por arranha-céus cada vez mais altos, Robert A.M. Stern, arquiteto e sócio-fundador da Robert A.M. Stern Architects, irá construí-los.

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“Eu escuto meus clientes”, disse Stern. “Mas, pessoalmente, eu não gostaria de morar no 91º andar e passar o tempo olhando nuvens.”

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O arquiteto participou de um debate na quinta-feira com Arthur W. Zeckendorf, copresidente da Zeckendorf Development, como parte da segunda cúpula anual “The Year Ahead: Luxury”, organizada pela Bloomberg na sede da empresa, em Nova York. Entre os palestrantes estavam o CEO da Tiffany, Alessandro Bogliolo, a chef de confeitaria Christina Tosi e Jenn Hyman, da Rent the Runway, além de executivos da Porsche, Virtuoso e Marriott.

Stern, o cérebro por trás de icônicas torres de Nova York, como 520 Park Avenue e 220 Central Park South, explicou que clientes nos Estados Unidos preferem os andares mais baixos dos edifícios, mas os estrangeiros querem morar mais no topo.

Ele também observou que a localização é importante: “Tem a ver em ser íntimo das árvores e ver as estações mudarem, o que é uma experiência incomparável.”

Stern e Zeckendorf conversaram sobre as demandas atuais de clientes, como apartamentos que ocupam um andar inteiro, cozinhas enormes e varandas amplas.

Os especialistas também destacaram que os clientes se tornarem mais conscientes sobre sustentabilidade.

“As pessoas se sentem melhor consigo mesmas se estão se mudando para um prédio ambientalmente sensível”, disse Stern.