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Prática de venda casada de sexo e drogas de ‘Hulkinho do tráfico’ é comum em Brasília; novas prisões serão feitas, diz delegado

·2 minuto de leitura

RIO — A forma de agir do homem conhecido como "Hulkinho do tráfico", preso por venda casada de drogas e sexo e solto após audiência de custódia nesta semana, é comum na região central de Brasília. A informação é do delegado-chefe da 5ª DP, Gleyson Gomes Mascarenhas, responsável pela investigação. De acordo com ele, novas prisões vão ser feitas.

Jean Ferreira Leal, de 27 anos, foi preso em flagrante nesta terça-feira e responde em liberdade após decisão judicial desta quinta-feira. A investigação, que durou cerca de um mês e comprovou que “Hulkinho” vendia cocaína e drogas sintéticas a clientes de alto poder aquisitivo durante encontros sexuais, não é a única que apura esse tipo de crime no Distrito Federal.

— Várias pessoas são investigadas aqui na delegacia. Esse tipo de comércio ficou bem comum aqui por causa do alto valor arrecadado. É um tipo de venda de droga mais seguro, que não é feito em esquinas. Já foram presos outros garotos e garotas de programa — afirmou Mascarenhas.

O delegado disse ainda que “novas pessoas com certeza serão presas” baseadas em investigações de venda casada de sexo e drogas. No caso específico de “Hulkinho”, Mascarenhas contou que ele agia individualmente, mas que conhece outras pessoas que atuam da mesma forma e que estão sendo monitoradas pela delegacia.

“Hulkinho do tráfico” e o seu fornecedor, um homem de 22 anos que foi preso na mesma ação policial, foram soltos nesta quinta-feira e respondem em liberdade. Segundo decisão judicial, ele deverá ficar em casa das 20h às 6h todos os dias da semana, está proibido de mudar de endereço sem comunicar previamente ao juízo competente e não pode se ausentar do Distrito Federal por mais de 30 dias sem comunicar à Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, o garoto de programa também comercializava drogas em festas direcionadas ao público LGBTQIAP+, para outros garotos e garotas de programa e por meio de aplicativos de conversas e mensagens com local de entrega previamente acordado.

A venda casada de drogas e sexo também levou a ex-capa da Playboy Flávia Tamayo, conhecida como Pâmela Pantera, a ser presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (DF) em julho do ano passado.

Ela foi condenada a oito anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico e também tinha como público alvo clientes de alto poder aquisitivo. No caso de Tamayo, cada programa regado a cocaína e haxixe saía por R$ 1 mil, o dobro do valor pago sem drogas.

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