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Powell tem maior chance de 2º mandato com apoio de Yellen

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As chances de Jerome Powell assumir um segundo mandato à frente do banco central dos EUA (Federal Reserve) aumentaram após o endosso da secretária do Tesouro, Janet Yellen. A permanência dele reduziria a incerteza sobre a trajetória da política monetária diante dos riscos da inflação e da variante Delta do coronavírus.

Yellen afirmou a assessores do alto escalão da Casa Branca que é a favor da renomeação de Powell, segundo pessoas a par do assunto. O atual mandato dele termina em fevereiro. De acordo com as fontes, o presidente Joe Biden ainda não tomou a decisão, mas provavelmente fará sua escolha perto do feriado do Dia do Trabalho, celebrado nos EUA este ano em 6 de setembro.

O apoio de Yellen, revelado no sábado, dá enorme impulso à Powell, considerando a posição dela como comandante do Departamento do Tesouro e o fato de ter dirigido o Fed por quatro anos, coroando uma carreira no banco central que se estendeu por quase duas décadas.

Ainda assim, dentro do governo Biden existe apoio a outro integrante do Fed, Lael Brainard, para o cargo, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto. Ele integrou o governo do ex-presidente Barack Obama e Biden considerou a possibilidade de dar a ele a secretaria do Tesouro. Brainard tem a preferência da ala progressista do Partido Democrata, que também participa do gabinete de Biden.

“Um dos grandes benefícios de manter Powell na presidência é a continuidade”, disse Derek Tang, economista da Monetary Policy Analytics. “Isso é muito reconfortante em uma época de tantas incertezas. Ele tem mão firme. Os mercados o veem dessa forma, isso ajuda.”

A nomeação de Powell para um novo mandato precisaria de confirmação no Senado, onde a distribuição de assentos entre democratas e republicanos está igualmente dividida em 50-50. Nas últimas semanas, os senadores do Partido Republicano apoiaram Powell, que serviu como governador do Fed de 2012 até ser promovido à presidência da instituição em 2018, quando o então presidente Donald Trump se recusou a dar um segundo mandato a Yellen.

Powell e seus colegas estão implementando uma nova estrutura de política monetária, anunciada no ano passado, que altera a abordagem anterior de elevação dos juros para conter a inflação com base nas expectativas — e não nos resultados — para a geração de empregos e o crescimento econômico. Os investidores discutem até que ponto a estratégia é adequada em um momento de grandes interrupções nas cadeias de suprimentos e no mercado de trabalho por causa da pandemia. Ter um novo chefe no Fed em fevereiro pode aumentar a incerteza nos mercados.

No entanto, há críticos entre os republicanos e até mesmo entre os democratas. Para eles, o Fed corre o risco de deixar a inflação sair de controle pela primeira vez em mais de 30 anos. Eles defendem que Powell comece a reduzir as gigantescas compras de títulos de dívida pelo Fed, que ajudam a estimular a economia ao suprimir os custos dos empréstimos de longo prazo.

“A política monetária está em um momento crítico”, escreveram economistas do Deutsche Bank liderados por Peter Hooper, que já trabalhou no Fed. Segundo nota enviada a clientes este mês, substituir Powell por alguém com uma abordagem mais branda (dovish, no jargão financeiro em inglês) “pode ser contraproducente, pois pode levar a uma maior percepção de risco de inflação, elevação dos rendimentos dos títulos e sentimento mais fraco em relação a investimentos de risco — tudo isso retardaria o retorno da economia ao estado pré-pandêmico”.

Representantes do governo Biden têm estudado discursos e comentários de Brainard, que é visto como um candidato mais liberal e próximo da agenda econômica de Biden, além de muito mais agressivo quando se trata de regulamentações bancárias. A nomeação de Brainard seria comemorada por senadores democratas progressistas, mas deflagraria uma disputa política para chegar à confirmação — potencialmente até a um placar de 50-50 no Senado que obrigaria a vice-presidente Kamala Harris a dar o voto de desempate.

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