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Powell quer que o mercado de títulos escute três mensagens

Craig Torres
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Jerome Powell tem uma meta que é maior do que a preocupação do mercado de títulos com a inflação de curto prazo.

Em sua coletiva de imprensa talvez mais direta desde que assumiu o comando do banco central há três anos, nesta semana o presidente do Federal Reserve enviou três mensagens fundamentais para os investidores, que têm impulsionado os rendimentos dos títulos com a aposta de que a inflação vai obrigar a instituição a apertar a política monetária mais rápido do que tem indicado.

As mensagens de Powell? O presidente do Fed não está excessivamente preocupado com o aumento dos rendimentos, o controle das comunicações de política monetária está em suas mãos e ele está disposto a manter a economia aquecida para ajudar os Estados Unidos a se recuperar do impacto da Covid-19.

Reação do mercado

Questionado diretamente durante a entrevista na quarta-feira se estava preocupado com o aumento dos rendimentos dos Treasuries, Powell se referiu às condições financeiras e disse que permanecem “altamente acomodatícias”.

Era um sinal claro de que o presidente do Fed não se incomoda com as oscilações emocionais devido à obsessão dos investidores com o risco de inflação. Powell tem uma estratégia explícita para reaquecer a economia e não acha que isso vai ser fácil depois de décadas de inflação baixa.

Portanto, quer ver os dados reais e não está convencido de que a inércia da inflação - onde as mudanças de preços de hoje se parecem muito com as de ontem - está prestes a mudar.

“A mudança fundamental em nosso marco é que não vamos agir preventivamente com base em previsões na maior parte e vamos esperar para ver os dados reais”, disse Powell. “Acho que vai levar tempo para as pessoas se ajustarem a isso e a essa nova prática, e a única maneira de realmente construirmos a credibilidade disso é fazendo isso.”

Mas ele estará atento a períodos turbulentos.

“Eu ficaria preocupado com condições desordenadas dos mercados ou com um aperto persistente das condições financeiras que ameacem o cumprimento de nossos objetivos”, acrescentou.

Powell deixou claro que a orientação sobre o momento de aperto da política monetária está em suas mãos.

Na coreografia do aperto, o primeiro passo será reduzir os US$ 120 bilhões de compras mensais de ativos que o Comitê Federal de Mercado Aberto condicionou a “progressos substanciais” no emprego e na inflação.

Powell disse que será uma avaliação, ou seja, um consenso do comitê que o próprio Powell está encarregado de formar. “Até darmos um sinal, vocês podem assumir que ainda não chegamos lá”, disse.

Segundo mandato?

Assumir o comando da mensagem confere uma qualidade indispensável ao estilo de Alan Greenspan a Powell em um momento em que a comunicação do Fed é crítica para os mercados financeiros e quando surgem questões sobre a continuidade de seu mandato, que termina em fevereiro.

O presidente dos EUA, Joe Biden, ainda não indicou se está aberto a mantê-lo ou se escolherá outra pessoa.

“Powell gostaria de ser renomeado e os democratas mantiveram a porta aberta”, disse Derek Tang, economista da LH Meyer/Monetary Policy Analytics, em Washington.

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