Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.716,00
    -2.354,48 (-2,06%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.395,94
    -928,98 (-2,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,43
    -4,06 (-4,86%)
     
  • OURO

    1.651,70
    -29,40 (-1,75%)
     
  • BTC-USD

    18.944,29
    -382,85 (-1,98%)
     
  • CMC Crypto 200

    434,61
    -9,92 (-2,23%)
     
  • S&P500

    3.693,23
    -64,76 (-1,72%)
     
  • DOW JONES

    29.590,41
    -486,27 (-1,62%)
     
  • FTSE

    7.018,60
    -140,92 (-1,97%)
     
  • HANG SENG

    17.933,27
    -214,68 (-1,18%)
     
  • NIKKEI

    27.153,83
    -159,30 (-0,58%)
     
  • NASDAQ

    11.388,00
    -177,50 (-1,53%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,0976
    +0,0649 (+1,29%)
     

Pouso suave do Fed precisaria de um mercado de trabalho atípico

(Bloomberg) -- A esperança do Federal Reserve de conseguir uma “aterrissagem suave” para a economia americana depende de um fenômeno que raramente ocorre: um aumento no desemprego, não por causa de demissões, mas porque mais pessoas sem emprego começam a procurar trabalho.

Normalmente, a taxa de desemprego aumenta porque uma desaceleração na economia provoca uma onda de cortes em postos de trabalho. Isso prejudica os gastos das famílias e dá início a uma dinâmica que mergulha a economia em recessão.

Desta vez, muitos analistas esperam que a taxa de participação na força de trabalho aumente à medida que as pessoas que pararam de trabalhar durante a pandemia retornem ao mercado de trabalho, bem quando os empregadores diminuem as contratações diante das taxas de juros mais altas.

Se isso acontecer, poderia pressionar para baixo os salários e os gastos sem causar uma crise severa - essa é a definição de um pouso suave.

Esse cenário representaria uma ruptura com os padrões anteriores do mercado de trabalho e marcaria mais um legado incomum de uma pandemia rara. E poderia dar ao banco central dos EUA, que está subindo juros rapidamente para conter a inflação, espaço para mantê-los mais altos por mais tempo se isso acontecer.

“A norma é que o Fed empurre a economia para uma recessão, você tem demissões e isso pressiona para cima a taxa de desemprego”, disse. Jonathan Millar, economista sênior do Barclays em Nova York.

A taxa de desemprego dos EUA - que inclui aqueles que perderam seus empregos e estão procurando novas vagas, assim como aqueles que podem ter deixado a força de trabalho por vários motivos e agora estão procurando uma nova colocação - caiu para 3,5% em julho, igual à mínima pré-pandemia. Mas a taxa de participação no mercado de trabalho - que inclui tanto quem está empregado quanto quem procura emprego - está em 62,1%, mais de um ponto percentual abaixo do nível de fevereiro de 2020.

Parte da lacuna pode ser explicada pelo envelhecimento da população. Muitos também se aposentaram mais cedo do que o planejado no início da pandemia e dificilmente voltarão ao trabalho.

Mas a participação entre os mais jovens também não se recuperou. A taxa para pessoas entre 25 e 54 anos – aquelas em “idade ativa” – é de 82,4%, abaixo dos 83,1% antes da Covid. A taxa para quem tem de 16 a 24 anos é 55,2%, ante 57% pré-pandemia.

Economistas de cerca de metade dos 25 bancos que atuam como formadores de mercado junto ao Fed esperam que os EUA evitem uma recessão nos próximos dois anos.

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.