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Poupança de US$ 615 bilhões de europeus pode ajudar recuperação

Alexander Weber
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com as recentes restrições relacionadas ao coronavírus na Europa, cidadãos enfrentam obstáculos para gastar, o que aumenta ainda mais o nível de poupança já elevado e que pode impulsionar a recuperação assim que as vacinas controlarem a pandemia.

Famílias na zona euro aumentaram a poupança quando as empresas fecharam no segundo trimestre do ano passado. Agora, em uma segunda onda de fechamentos, acumulam cerca de 500 bilhões de euros (US$ 615 bilhões) em fundos que, de outra forma, teriam sido gastos em restaurantes, compras e viagens, de acordo com cálculos da Allianz.

O que acontecerá nos próximos meses depende do nível de desemprego e se o trauma da pandemia dará lugar ao otimismo. Embora o aumento das economias esteja distribuído de forma desigual, economistas apontam para evidências de que consumidores voltarão a gastar se tiverem oportunidade, como fizeram no verão europeu.

O nível de poupança “deve começar a cair a partir do segundo trimestre de 2021”, disse Florian Hense, economista da Berenberg. A experiência do ano passado mostrou que, como o “choque foi autoinfligido por meio de restrições que fomos capazes de afrouxar, havia essa demanda reprimida que não existia na crise financeira”.

O economista-chefe da Allianz, Ludovic Subran, estima que o uso de economias reprimidas poderia adicionar 1 ponto percentual ao crescimento do PIB em 2021, com base em 25% dessa pilha de dinheiro sendo gasto.

Economistas consultados pela Bloomberg atualmente projetam que a economia da zona do euro vai se expandir 4,6% neste ano, após a queda histórica de 7,4% em 2020. A Bloomberg Economics prevê taxa de crescimento de 4,8%.

Pico de poupança

Na França, a taxa de poupança - a parcela da renda disponível das famílias que não é gasta - caiu para perto dos níveis anteriores à crise com a reabertura de lojas e restaurantes no verão. Isso ajudou a segunda maior economia do bloco a crescer quase 19% nos três meses até setembro, acima da média da zona do euro.

Após um segundo pico no nível de poupança, o consumo deve ganhar força com a melhora da situação de saúde, disse o Banco da França em 14 de dezembro.

O Banco Central Europeu disse em setembro que a maioria dos consumidores poupou de má vontade, e menos ainda por precaução. A instituição disse em suas projeções mais recentes de 10 de dezembro que o consumo deve se recuperar neste ano e ultrapassar o nível pré-crise em meados de 2022.

Por enquanto, o ressurgimento da pandemia, o fechamento de restaurantes e bares e restrições de viagens devem engordar os saldos bancários.

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