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Possível venda de dados cerebrais pela Neuralink preocupa especialistas; entenda

Natalie Rosa
·1 minuto de leitura

Recentemente, a Neuralink, empresa de neurotecnologia de Elon Musk, publicou no YouTube o vídeo de um macaco jogando videogame com a mente, graças a um implante cerebral que vem sendo desenvolvido há bastante tempo. A companhia havia anunciado a instalação do objeto no crânio do animal ainda em fevereiro deste ano, fazendo promessas para o futuro.

O vídeo repercutiu na imprensa mundial e acabou reacendendo uma questão importante sobre ética a propriedade de dados com o uso de chips cerebrais em aplicações terapêuticas. No ano passado, Musk revelou o seu desejo de que os implantes fossem usados para pessoas com problemas cognitivos e de mobilidade.

<em>Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements</em>
Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements

Susan Schneider, diretora do Center For the Future Mind, centro de inovação da Universidade Atlântica da Flórida, vem criticando os planos de Elon Musk desde 2019, quando o executivo anunciou a vontade de fundir a mente humana com a inteligência artificial. Para ela, esse objetivo é o mesmo que suicídio. "Sem regulamentações adequadas, os seus dados biométricos e pensamentos mais íntimos podem ser vendidos para o licitante mais poderoso", explica.

Atualmente, os dados neurológicos que são coletados através de experimentos são protegidos por regulações como a HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) dos Estados Unidos, mas isso não impede que empresas como a própria Neuralink façam a venda de informações cognitivas por meio de um implante neural. A concretização dessa possibilidade ainda está em um futuro distante, mas é preciso que as tecnologias se apresentem seguras ao consumidor final, em todos os sentidos.

Fonte: Canaltech

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