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Possível extensão da missão Juno poderá estudar luas Io, Ganimedes e Europa

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

A missão Juno, da NASA, vem estudando Júpiter desde que chegou por lá em 2016 e já conseguiu coletar informações importantes sobre o campo gravitacional e magnético do maior gigante gasoso do Sistema Solar. Recentemente, a equipe responsável pela Juno enviou uma solicitação de extensão da missão para a NASA, para poder sobrevoar as maiores luas jovianas e estudar também os anéis do planeta. Agora, foram revelados os detalhes do direcionamento dos estudos nessa possível extensão.

Desde sua entrada na órbita de Júpiter, o conjunto de instrumentos da Juno vem estudando a atmosfera joviana e sua estrutura interna, e trouxe dados sobre as tempestades do planeta e evidências para um núcleo grande e possivelmente dissolvido em seu centro. A fase primária da missão, que durou cinco anos, se encerra em julho em 2021, e a equipe propôs uma extensão que permitiria que as atividades continuem até setembro de 2025 para sobrevoar algumas das principais luas jovianas de perto e aumentar a diversidade dos objetivos científicos. "Nós temos sobrevoos múltiplos de Io, Europa e Ganimedes", disse Scott Bolton, o principal investigador da missão.

As chamadas Luas de Galileu: Io, Europa, Ganimedes e Calisto (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/DLR)
As chamadas Luas de Galileu: Io, Europa, Ganimedes e Calisto (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/DLR)

Assim, de acordo com Bolton, a Juno poderia sobrevoar três das quatro maiores luas de Júpiter para estudá-las bem de pertinho. "Uma partes mais interessantes da extensão é que vamos visitar os satélites e anéis", disse ele no mês passado em uma reunião do Outer Planets Advisory Group, da NASA. "A ideia é que seja uma exploradora completa de sistemas com foco diferente da missão primária, que poderá fornecer dados interessantes e únicos”.

Será possível sobrevoar as luas jovianas devido à mudança de órbita da sonda: como o campo gravitacional de Júpiter está alterando a trajetória dela e a trazendo para o ponto mais próximo de sua órbita elíptica, essa maior proximidade irá permitir observar o polo do planeta mais de perto. “Isso nos dá grande proximidade às partes do norte de Júpiter, uma nova fronteira”, disse ele.

Se tudo correr bem e o projeto for aprovado, os sobrevoos das luas poderiam começar já na metade de 2021. A visita a Ganimedes, a maior lua joviana, seria feita a uma distância de aproximadamente mil quilômetros, e a missão poderia mapear a composição da superfície desta lua e estudar sua magnetosfera. Depois a Juno passaria a apenas 320 km da superfície de Europa no final de 2022, onde poderia estudar a espessura da camada de gelo da lua, que esconde um oceano de água líquida em seu interior. Por fim, a lua Io seria visitada em 2024 a uma distância aproximada de 1500 quilômetros, com estudos focados em evidências de oceanos de magma e seus vulcões ativos.

Se a NASA aprovar a extensão da missão, a Juno poderá procurar mudanças nas superfícies das luas de Júpiter desde quando elas foram estudadas pelas missões Voyager e Galileu, em 1979 e 1995, respectivamente. Então, os oficiais da agência espacial deverão decidir no fim do ano se irão garantir os fundos para a proposta da missão estendida, em um processo em que cientistas independentes analisam os méritos de continuar operando missões científicas robóticas além do planejado. Assim, ao considerar as recomendações dessa avaliação, a NASA analisa a produtividade científica de missões mais antigas com prioridade para desenvolver e lançar novas sondas.

Fonte: Canaltech

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