Possível acordo da dívida nos EUA ajuda Bolsas da UE

As bolsas da Europa fecharam em forte alta nesta segunda-feira, com os investidores animados com os sinais de progresso nas negociações da dívida dos EUA, após líderes políticos se mostrarem otimistas sobre as perspectivas de um acordo para evitar o chamado abismo fiscal, o acionamento automático de aumentos de impostos e cortes de gastos no Ano Novo.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2,2%, fechando a 268,58 pontos, no melhor desempenho diário desde 6 de setembro, quando o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, revelou detalhes de um programa de compra de bônus ilimitado.

"Temos tido um número significativo de dias fracos e os mercados estavam bastante sobrevendido. Há uma percepção de que houve progresso nas negociações sobre o abismo fiscal", disse Neil Wilkinson, gerente de fundos sênior da Royal London Asset Management.

Houve uma melhora no sentimento nos mercados financeiros após o presidente dos EUA, Barack Obama, e os líderes do Congresso falarem na sexta-feira que agirão rapidamente nas negociações bipartidárias para evitar o abismo fiscal em 1º de janeiro.

A reunião dos ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo), nesta terça-feira (20), também está sendo observada pelos investidores, embora expectativas de uma solução definitiva para os problemas crônicos de financiamento da Grécia tenham sido descartadas em alguns mercados.

"A zona do euro precisa de parar de se desviar do assunto. A questão é: queremos manter a Grécia embaixo do guarda-chuva do euro?", disse Stephen Pope, da Spotlight Ideas, em uma nota. "Se a resposta é sim, os líderes têm de ver quanto isso vai custar. Se esse preço for muito alto para ser pago, façam a coisa certa: tirem a Grécia", afirmou.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, a Grécia registrou superávit em conta corrente pelo terceiro mês seguido em setembro. De acordo com o Banco da Grécia, o resultado em conta corrente do país ficou positivo em 774,6 milhões de euros (US$ 987 milhões) em setembro deste ano, revertendo um déficit de 1,07 bilhão de euros registrado no mesmo período do ano passado. O resultado impulsionou a Bolsa de Atenas, que fechou em alta de 3,85%, a 820,91 pontos.

Nos EUA, a Associação Nacional das Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira que o índice de confiança das construtoras subiu de 41 em outubro para 46 em novembro, na sétima alta consecutiva. Além disso, trata-se do maior nível desde maio de 2006, em um forte sinal de que o mercado imobiliário cresce de maneira constante.

Já as vendas de moradias usadas nos EUA subiram +2,1% em outubro ante setembro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 4,79 milhões, segundo dados da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, em inglês). Na comparação com outubro do ano passado, as vendas aumentaram 10,9%, no 16º mês seguido de alta.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 2,49%, a 7.123,84 pontos, com Commerzbank (+5,2%) e Deutsche Bank (+4,7%). Em Paris, o índice CAC-40 subiu 2,93%, fechando a 3.439,58 pontos. As ações do Crédit Agricole avançou 5,2% e as do Société Générale tiveram ganho de 5,5%.

O índice FTSE, de Londres, teve ganho de 2,36% e fechou a 5.737,66 pontos. Os bancos também registraram avanços, com HSBC Holdings (+3,8%), uma vez que o banco informou que está em conversas para vender sua participação na segunda maior empresa de segurados da China. As ações da BP subiram 3,6% e as da Royal Dutch Shell registraram alta de 1,8%.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, avançou 2,12% e fechou a 5.246,80 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, fechou na máxima, em alta de 3,05%, a 15.308,96 pontos. Já na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 subiu 2,31%, fechando a 7.763,80 pontos. As informações são da Dow Jones.

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