Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.782,15
    -194,55 (-0,18%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.081,33
    -587,31 (-1,14%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,62
    -0,62 (-0,80%)
     
  • OURO

    1.739,90
    -0,40 (-0,02%)
     
  • BTC-USD

    16.218,15
    -231,03 (-1,40%)
     
  • CMC Crypto 200

    380,17
    -0,12 (-0,03%)
     
  • S&P500

    3.963,94
    -62,18 (-1,54%)
     
  • DOW JONES

    33.849,46
    -497,57 (-1,45%)
     
  • FTSE

    7.474,02
    -12,65 (-0,17%)
     
  • HANG SENG

    17.297,94
    -275,64 (-1,57%)
     
  • NIKKEI

    28.162,83
    -120,20 (-0,42%)
     
  • NASDAQ

    11.618,00
    +1,75 (+0,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5476
    -0,0768 (-1,37%)
     

Possíveis cortes de oferta da Opep+ ameaçam mercado de petróleo apertado

Logo da Opep em sede em Viena

Por Shadia Nasralla e Julia Payne e Alex Lawler

LONDRES/GENEBRA/VIENA (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e produtores aliados (Opep+) pode cortar a produção quando se reunir na quarta-feira, restringindo a oferta em um mercado em que executivos e analistas de empresas de energia dizem estar sob pressão devido à demanda robusta, falta de investimento e problemas de produção.

O potencial corte da Opep+ pode estimular uma recuperação nos preços do petróleo, que caíram para cerca de 90 dólares, de 120 dólares há três meses, devido a temores de uma recessão econômica global, aumento das taxas de juros dos EUA e um dólar mais forte.

A Opep+, que inclui Arábia Saudita e Rússia, surpreendeu o mercado ao sugerir cortes de produção superiores a um milhão de barris por dia (bpd), disseram fontes do grupo, no que seria o maior corte de produção desde a pandemia.

A Arábia Saudita e outros membros da Opep+ disseram que procuram evitar a volatilidade em vez de atingir um preço específico do petróleo.

"Tal decisão seria difícil de justificar fundamentalmente, já que o mercado de petróleo sofre tudo menos um superávit", disse Norbert Rucker, chefe de economia da Julius Baer.

O Ocidente acusou a Rússia de usar a energia como arma, já que a Europa sofre com uma grave crise de energia e pode enfrentar racionamento de gás e energia neste inverno, um golpe para sua indústria.

Moscou acusa o Ocidente de usar como armas o dólar e sistemas financeiros, como o SWIFT, em retaliação ao envio de tropas russas para a Ucrânia em fevereiro. O Ocidente acusa Moscou de invadir a Ucrânia, enquanto a Rússia chama isso de operação militar especial.

OFERTA APERTADA

Enquanto a Opep+ se reúne em Viena para a sua primeira reunião presencial desde que a pandemia de Covid ocorreu em 2020, o ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse que manteria o mercado em suspense até quarta-feira, mas recusou fazer mais comentários.

Em uma conferência de energia em Londres, os principais executivos da indústria petrolífera disseram que o consumo de petróleo é resiliente e que o mercado global enfrenta restrições de oferta.

O presidente-executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, disse que o mercado de petróleo está desconsiderando a realidade de que a capacidade ociosa global para aumentar a produção de petróleo é muito baixa.

"(O mercado está) se concentrando no que acontecerá com a demanda se a recessão ocorrer em diferentes partes do mundo. Eles não estão se concentrando nos fundamentos da oferta", disse Nasser ao Energy Intelligence Forum.

O presidente-executivo da Shell, Ben van Beurden, falando na mesma conferência, disse que os preços atuais não se traduzem facilmente em uma mudança na alocação de capital, uma vez que pode levar décadas para que os projetos de petróleo e gás sejam produzidos e comecem a valer a pena.

A Opep+ já lutou para produzir nos níveis acordados devido ao subinvestimento e está bombeando mais 3 milhões de bpd abaixo de suas metas.

(Reportagem de Shadia Nasralla, Julia Payne e Alex Lawler)