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Portugal tem a taxa de transmissão do coronavírus mais baixa da Europa

GIULIANA MIRANDA
·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* Barbearia aberta seguindo os protocolos de segurança em Lisboa. (Foto: Giuliana Miranda/Folhapress)
*ARQUIVO* Barbearia aberta seguindo os protocolos de segurança em Lisboa. (Foto: Giuliana Miranda/Folhapress)

LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) - O lockdown segue produzindo resultados em Portugal. Em reunião entre especialistas e representantes políticos nesta segunda-feira (8), foi anunciado que o país segue com taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus mais baixa da Europa.

Nas últimas 24 horas, o país –que tem cerca de 10 milhões de habitantes– registrou 365 novas infecções. É o valor mais baixo desde 7 de setembro de 2020.

“Continuamos a apresentar o Rt mais baixo da Europa e com uma incidência já perto dos 120 [novos casos] por 100 mil habitantes”, disse o epidemiologista Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge .

Segundo o especialista, nos últimos 5 dias, o índice de transmissibilidade do SARS-CoV-2 ficou em 0,74 em todo o país, com exceção das regiões autônomas dos Açores e da Madeira.

O Rt indica o ritmo de contágio do vírus e deve estar baixo de 1 para que o número de casos retroceda.

Embora destaque o bom resultado, o epidemiologista afirmou que o ritmo de queda das contaminações tem desacelerado.

Na avaliação de André Peralta Santos, da Direcção-Geral da Saúde, a vacinação começa a mostrar alguns efeitos na população acima de 80 anos, com redução das internações em cuidados intensivos. Este é o grupo com maior cobertura vacinal até agora no país.

Também da reunião, que aconteceu em Lisboa na Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), os especialistas afirmaram que o país tem condições para começar a desconfinar a partir de 15 de março.

A expectativa é que o plano de desconfinamento seja apresentado em 11 de março pelo governo.

Portugal está em lockdown desde 18 de janeiro. Inicialmente, o governo havia adotado uma espécie de “confinamento soft”, com escolas e universidades abertas e várias exceções. A baixa adesão da população às restrições acabou à adoção, em 22 de janeiro, de um confinamento bastante restrito.

Após ser apontado como um bom exemplo de gestão na primeira onda da pandemia, Portugal viu a quantidade de casos voltar a crescer em outubro. Após algum tempo sob controle, a situação se deteriorou após o período de Natal, quando o país relaxou medidas que restringiam deslocamento e aglomerações.

O resultado foi uma alta generalizada de casos e mortes. Em 28 de janeiro, o país atingiu seu pico de novas infecções, com 16.432 novos casos.

Sob pressão, o sistema de saúde pública português, o SNS, esteve perto do colapso. O país acabou pedindo ajuda internacional para outros países da UE.

O lockdown, no entanto, deixou as coisas relativamente sob controle já na segunda semana de fevereiro.

Até agora, Portugal já registrou 810.459 casos e 16.565 mortes por Covid-19.