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Porto de Paranaguá carrega soja normalmente; contraprova de tripulante dá negativo para Covid-19

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - O carregamento de grãos e outros produtos no porto de Paranaguá (PR) ocorre normalmente nesta quarta-feira, após um caso suspeito de coronavírus em um navio que carregava soja ter paralisado as operações no berço 214 por 24 horas, na segunda-feira.

Depois de o caso ser inicialmente reportado como o primeiro confirmado da Covid-19 envolvendo um membro de tripulação nos portos do Paraná, uma contraprova divulgada na noite desta quarta-feira pelo Comitê de Contingências de Portos do Estado atestou que um tripulante sintomático do navio Mv Clymene, de bandeira maltense, não foi infectado pelo vírus.

O berço que foi paralisado tem capacidade de carregar ao menos 40 mil toneladas de soja por dia.

A situação lembrou o mercado das preocupações logísticas decorrentes da pandemia. Até o momento, contudo, as exportações do Brasil não vêm sendo prejudicadas de forma material, com o setor de soja registrando embarques recordes mensais. Para maio, são esperados novos volumes expressivos na exportação.

A administração dos Portos do Paraná informou ainda nesta quarta-feira que, após avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no início da noite de terça-feira (26/05), o berço 214 foi liberado para operar normalmente, conforme informou a Reuters na véspera.

No local, o Navio Elena está atracado e carrega soja desde a 1h desta quarta-feira, disse o porto em nota.

As operações no berço de atracação 214, destinado preferencialmente aos embarques de granéis de exportação, ficaram paralisadas da noite da última segunda-feira até o início da madrugada desta quarta-feira.

Isso ocorreu após a tripulação do Mv Clymene, que carregava soja no local, informar que um dos integrantes (de origem filipina) precisava de atendimento médico, por suspeita de infecção pelo novo coronavírus, que veio a ser confirmada após um primeiro exame, mas descartada pela contraprova.

"O filipino realizou o teste do tipo PCR, que identifica a presença da cepa virulenta, conforme determinado no protocolo da Anvisa", esclareceu o comitê local de contingência em nota.

Apesar do teste negativo, o tripulante segue internado no Hospital Paranaguá, segundo o comitê. Até o início da tarde desta quarta-feira, seu quadro de saúde era estável.

Todos os demais tripulantes foram testados pela Anvisa e seguem a bordo --não havia informações sobre os resultados dos testes.

Liberado para desatracação pela Anvisa, o Mv Clymene está fundeado no interior da Baía de Paranaguá (Área 62), onde deverá permanecer em quarentena até nova determinação da agência de vigilância sanitária.

De acordo com o porto, antes de desatracar, o Mv Clymene foi carregado com cerca de 35 mil toneladas de soja, e ficou faltando pouco mais de 27 mil toneladas para o carregamento ser concluído. Agora, a embarcação terá que aguardar orientação da Anvisa --mesmo com a contraprova negativa, o navio ainda precisa esperar pelos resultados finais dos exames dos demais tripulantes.

O porto de Paranaguá lembrou que, pelo protocolo sanitário, nenhum tripulante de navio vindo do exterior está autorizado a desembarcar antes do prazo de 14 dias da chegada ao primeiro porto brasileiro.

(Por Roberto Samora)

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