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Portaria remota tem atraído condomínios, mas exige dos moradores uma análise dos prós e contras

Rafaella Barros
·3 minuto de leitura

Para reduzir custos e garantir maior segurança, diversos condomínios do Rio têm recorrido à opção de portaria remota (ou virtual). Administradores e fontes do mercado imobiliário destacam, porém, que a alternativa tem vantagens e desvantagens em relação ao modelo de porteiros contratados.

Luiz Barreto, presidente da Estasa, explica que a solução é comum em outras cidades, mas no Rio ainda está começando. Em Niterói, diz ele, tem havido maior adesão.

— O principal ganho é o custo final: menos da metade do gasto com porteiros. E não há problemas de faltas ou atrasos nem despesas trabalhistas em casos de demissões — avalia.

Ele ressalta, no entanto, que no Rio o porteiro ainda é muito valorizado, até por desempenhar várias funções, como manobrar veículos, ajudar moradores com sacolas ou nos elevadores, e solucionar pequenos problemas, como acionamento ou reparos de bombas d’água.

Para Hugo Basílio, gerente de condomínios da Irigon Administradora Imobiliária, a portaria remota é uma tendência, mas há prós e contras a serem considerados:

— Põe fim à possibilidade de o porteiro ser rendido por um assaltante. Por outro lado, em condomínios com muitos idosos, pode gerar insatisfação, devido ao risco de ficarem sem um cuidado especial.

Giovani Oliveira, gerente-geral de condomínios da Apsa, diz que a portaria remota tem sido procurada, principalmente, por condomínios recém-lançados ou em construção, uma vez que nos antigos a implantação envolve gastos iniciais mais elevados:

— São custos com desligamentos dos funcionários e obras de adequação do prédio ao sistema. Além disso, a mudança tem que ser aprovada pelos moradores em assembleia, um processo mais lento e complicado.

Há dois anos, Sergio Pimenta, de 50 anos, assumiu um mandato como síndico do prédio onde mora, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no intuito de reduzir o valor do condomínio, que era R$ 3 mil:

— O edifício tinha 12 apartamentos. Havia cinco funcionários: quatro porteiros e um faxineiro. Decidi, então, implantar a portaria virtual. Os porteiros foram demitidos ao custo de R$ 100 mil, porque dois deles já tinham mais de 15 anos de carteira assinada. Gastamos R$ 70 mil para adquirir o novo sistema e continuamos a pagar o mesmo valor de condomínio por dez meses, até a quitação dos R$ 170 mil. Desde então, a cota mensal custa R$ 1.100, uma economia de 63%.

Custos iniciais de instalação variam muito

Fundada em 2011, em Cuiabá (MT), e presente no Rio desde 2018, a Porter registrou em 2020 um crescimento de 50% nas buscas pela portaria remota em todo o país. A empresa oferece dois tipos: controle de acesso com aplicativo e QR Code ou opção com essas funções mais uma equipe de monitoramento à distância 24 horas.

— A última é a solução mais implantada, por fornecer mais segurança e otimização de receita para o condomínio — diz Odirley Rocha, diretor de Relacionamento do Porter Group.

Segundo a empresa, a portaria remota tem sido adotada por prédios diversos.

— O menor condomínio que atendemos tem seis apartamentos, e o maior ultrapassa 450 unidades — conta Odirley, acrescentando que os custos dos equipamentos e da manutenção variam de acordo com o estado, o porte do condomínio e a estrutura de entradas e saídas de pedestres e veículos.

Luiz Barreto afirma que, nos condomínios pequenos administrados pela Estasa, o investimento inicial ficou entre R$ 20 mil e R$ 40 mil.

— A Estasa financia para os clientes, mas as empresas de portaria virtual também o fazem. Depois, existe uma mensalidade a pagar.

Barreto lembra, porém, que antes trocar os porteiros pelo modelo remoto, é preciso considerar o custo das demissões para o condomínio:

— Um porteiro com 20 anos de prédio pode custar mais de R$ 50 mil em rescisão.

Além disso, a medida ajuda a elevar o desemprego.