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Pornô feminista: mulheres são protagonistas na nova vertente da indústria

Emily Santos
·3 minuto de leitura

A indústria pornográfica é, além de milionária, muito machista. Isso porque as produções não falham em mostrar o sexo de um ângulo esteriotipado e egoísta que ignora o prazer feminino e coloca a mulher como um objeto de prazer masculino.

Não faltam nos vídeos com "movimentos de britadeira", closes genitais, ejaculadas na cara e gemidos extremamente falsos. E tudo isso culminou no surgimento de um movimento antimachista na pornografia, o chamado pornô feminista. 

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Essa categoria que surgiu na Europa e vem ganhando audiência desde 2009 se destaca por refletir as preferências e fantasias sexuais das mulheres. 

Os defensores desta categoria defendem que o pornô clássico é, sim, machista, não leva o prazer da mulher em conta e explora e humilha as mulheres para o deleite dos homens, mas defende que as mulheres têm interesse em ver sexo nas telas e reivindicam a transformação dessa indústria.

Por isso, existe uma série de diferenças em relação ao pornografia clássica. Olha só:

O fim das personagens esteriotipadas

Nada de loiras maquiadas, mega produzidas e siliconadas ou homens com tanquinho e bem dotados. O pornô feminista aposta em corpos mais reais, com curvas, estrias, celulites e pelos.

As atrizes e atores dessas produções não trabalham sempre nesse meio, o que possibilita uma maior diversidade de corpos nos vídeos. 

Mulheres protagonistas

No pornô feminista, o protagonismo é das mulheres. Nada de ficarem deitadas fingido gemidos enquanto os homens são os únicos a sentirem prazer. Elas pensam, falam, pedem e vão atrás do próprio prazer. 

Uma pesquisa de 2010 da Universidade do Arkansas exemplificou a importância dessa nova vertente. Eles analisaram vídeos pornôs héteros e notaram que em 90% das vezes as mulheres faziam sexo oral nos homens, mas só em pouco mais da metade, elas que ganhavam sexo oral. 

Enredo mais prazeroso

As diretoras dessa categoria não gravam cenas que elas consideram degradantes, como de violência física e verbal, e engolir esperma. Elas dão preferência às cenas de preliminares com beijos de língua, carícias no clitóris, brinquedos eróticos e posições sexuais mais reais. 

Pornô feminisa mostra a mulher no centro do enredo sexual. Foto: Getty Images
Pornô feminisa mostra a mulher no centro do enredo sexual. Foto: Getty Images

A contextualização da situação sexual, no entanto, não significa necessariamente romance. Tudo é feito de uma maneira que pareça mais real para o espectador. 

As mulheres gozam sempre

Tudo é feito de maneira que a mulher sinta prazer e goze em todas os vídeos. E não são cenas mega produzidas com gemidos falsos e contorções de prazer, mas muito mais factíveis que apresentam a realidade de um orgasmo feminino: não é preciso revirar os olhos e se retorcer, porque o orgasmo acontece com espasmos leves.

Além disso, é muito comum na pornografia clássica que o vídeo termine quando o homem goza, e aqui já não é bem assim.

Qualidade técnica 

Existe uma preocupação com fotografia, iluminação, música e decoração na pornografia feminista. Além de ter uma diferença perceptível no ângulo das câmeras, que se apresentam do ponto de vista da mulher. 

Parece que é a hora das mulheres chegarem lá!