Mercado abrirá em 8 h 52 min
  • BOVESPA

    95.368,76
    -4.236,78 (-4,25%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    37.393,71
    -607,60 (-1,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    37,47
    +0,08 (+0,21%)
     
  • OURO

    1.878,00
    -1,20 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    13.218,83
    +1,55 (+0,01%)
     
  • CMC Crypto 200

    261,59
    -11,10 (-4,07%)
     
  • S&P500

    3.271,03
    -119,65 (-3,53%)
     
  • DOW JONES

    26.519,95
    -943,24 (-3,43%)
     
  • FTSE

    5.582,80
    -146,19 (-2,55%)
     
  • HANG SENG

    24.407,57
    -301,23 (-1,22%)
     
  • NIKKEI

    23.261,98
    -156,53 (-0,67%)
     
  • NASDAQ

    11.230,25
    +97,50 (+0,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7356
    +0,0012 (+0,02%)
     

Por segurança nacional, Reino Unido considera reverter fusões

Timothy Ross e Alex Morales
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- O governo do primeiro-ministro Boris Johnson se prepara para aplicar uma nova lei radical que daria aos ministros poder para reverter investimentos estrangeiros em empresas do Reino Unido, a fim de impedir que nações hostis assumam controle de ativos estratégicos. A iniciativa coloca em xeque os acordos que já foram concluídos.

A Lei de Segurança Nacional e Investimento está em estágio final de elaboração e pode ser publicada ainda este mês, de acordo com pessoas que pediram anonimato porque o assunto é delicado.

O objetivo da legislação é cobrir negócios em setores como defesa e infraestrutura crítica e haverá provisões para proteger propriedade intelectual sensível.

Entre os aspectos potencialmente mais polêmicos do projeto de lei está uma proposta para permitir a intervenção retroativa do governo em circunstâncias que envolvem a segurança nacional. Isso significa permitir que funcionários públicos revisem fusões e aquisições passadas para as quais essa preocupação foi mencionada.

Embora o projeto de lei em seu estado atual não vise explicitamente um país em particular, o movimento tem como pano de fundo a intensificação do temor político no Reino Unido a respeito do envolvimento da China em programas críticos de infraestrutura.

Parlamentares do Partido Conservador, o mesmo de Johnson, fizeram pressão para que ele banisse a Huawei Technologies das redes móveis de última geração no Reino Unido, revertendo uma decisão anterior que permitia a atuação da companhia.

Preocupações de longa data também foram levantadas sobre o envolvimento no programa de energia nuclear da Grã-Bretanha. Em 2016, a então primeira-ministra Theresa May interrompeu o projeto nuclear Hinkley Point C, apoiado por investimento chinês, mas acabou permitindo seu andamento.

“O projeto de lei será apresentado quando o cronograma parlamentar permitir e continua sendo prioridade na agenda do governo”, afirmou um porta-voz do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial.

O projeto de lei provavelmente será apresentado ao Parlamento antes do final do mês, segundo os entrevistados, mas pode haver atraso, e estabeleceria o caminho para permitir que o governo de Johnson ganhe mais poderes de inquérito e intervenha em fusões e aquisições para proteger a segurança nacional.

Ao delinear suas propostas em dezembro do ano passado, o governo afirmou que seu objetivo era proteger os principais ativos e proporcionar um sistema transparente para os negócios.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.