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Por R$ 1,3 bi, Petrobras vende mais uma refinaria

Petrobras vende mais uma refinaria, extinguindo sua capacidade de refino de petróleo
Petrobras vende mais uma refinaria, extinguindo sua capacidade de refino de petróleo
  • Parque de refino Isaac Sabbá (Remam) foi vendido ao grupo Atem por R$ 1,3 bilhão;

  • Desde 2019, Petrobras realiza operações de desinvestimento de seu portfólio de operações;

  • Operação é contestada pela FUP, que alega suspensão dos processos no período de transição de governo.

A Petrobras concluiu na quarta-feira (30) a venda da Reman (Refinaria Isaac Sabbá), localizada no Amazonas, ao grupo Atem pelo valor de US$ 257,2 milhões (R$ 1,3 bilhão na atual conversão). Como parte do acordo comercial, a Petrobras irá ajudar na operação da Refinaria por 15 meses em um novo acordo de prestação de serviços.

A Reman foi construída em janeiro de 1965, sendo inaugurada no ano seguinte pelo presidente Juscelino Kubistchek. Ela possui uma capacidade de refino de 46 mil barris por dia, é autossuficiente energeticamente, possuindo uma central termelétrica própria, e possui um terminal aquaviário para escoamento da produção.

De acordo com a petroleira, “a operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade”. O processo de venda iniciou há cerca de três anos atrás, e em agosto de 2021, um valor inicial de US$ 189,5 milhões havia sido acordado entre as empresas.

A Reman é uma das oito indústrias que a Petrobras se comprometeu a vender em 2019, em uma política de desinvestimento do governo federal chefiado por Jair Bolsonaro. Além da Reman, já foi vendida também a Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, além da Unidade de Industrialização do Xisto, no Paraná, e Lubrificantes e Derivados do Nordeste. Esta última ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para ser efetivada.

Também estão na mira do governo as refinarias Abreu e Lima (Rnest) Pernambuco, Alberto Pasqualini (Refap) Rio Grande do Sul e a Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, além da Refinaria Gabriel Passos (Regap) em Minas Gerais, que não atraiu lances.

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a privatização da Reman irá ocasionar no aumento no preço dos combustíveis, um maior risco de desabastecimento e dificultar a criação de uma política nacional de preços. O grupo pede pela suspensão da política de desinvestimentos da Petrobras, visto que o governo se encontra em um período de transição.

A equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, é contrária aos desinvestimentos do governo e atua junto à estatal para suspender os lances. No entanto, a decisão final caberá ainda à administração atual da petroleira.