Mercado fechará em 19 mins
  • BOVESPA

    117.252,17
    +1.022,05 (+0,88%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.668,10
    -378,48 (-0,82%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,74
    +1,22 (+1,41%)
     
  • OURO

    1.725,90
    -4,60 (-0,27%)
     
  • BTC-USD

    20.209,39
    +106,64 (+0,53%)
     
  • CMC Crypto 200

    458,38
    -0,03 (-0,01%)
     
  • S&P500

    3.794,49
    +3,56 (+0,09%)
     
  • DOW JONES

    30.358,26
    +41,94 (+0,14%)
     
  • FTSE

    7.052,62
    -33,84 (-0,48%)
     
  • HANG SENG

    18.087,97
    +1.008,46 (+5,90%)
     
  • NIKKEI

    27.120,53
    +128,32 (+0,48%)
     
  • NASDAQ

    11.678,00
    +37,25 (+0,32%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1173
    -0,0506 (-0,98%)
     

Por que a vida do Homem-Aranha é tão difícil? Marvel explica

Mais do que o seu bom humor ou as habilidades aracnídeas, o azar do Homem-Aranha é uma das características do herói. E a Marvel decidiu abordar um pouco da famosa Sorte dos Parker nos quadrinhos ao revelar por que a vida do personagem tem que ser sempre tão sofrida a ponto de ele próprio se questionar se vale a pena seguir em frente.

O tema foi abordado nas páginas de Amazing Fantasy #1000, uma edição comemorativa lançada pela editora para celebrar os 60 anos do Homem-Aranha e que traz algumas histórias que abordam todo o legado do herói ao longo de todo esse tempo e explorando algumas de suas características mais famosas — incluindo as negativas.

E é nesse contexto que a Marvel revelou que o azar que parece sempre permear a vida de Peter Parker não é apenas uma coincidência ou um artifício barato de roteiristas para mantê-lo sempre identificável com o público. Na verdade, todas as desgraças que acompanham Peter estão ligadas ao multiverso e dizem respeito a quem ele é de verdade.

Edição comemorativa celebra os 60 anos do herói (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
Edição comemorativa celebra os 60 anos do herói (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

A Sorte dos Parker

A Amazing Fantasy #1000 traz diversas histórias nesse tom comemorativo, mas é no roteiro de Jonathan Hickman que vemos o azar do Homem-Aranha se tornar parte central da trama. Tudo isso porque o herói acorda cansado de só se ferrar e decide ir atrás de respostas para explicar tanta desgraça na sua vida.

Quem acompanha as HQs da Marvel já sabe que o Amigão da Vizinhança já passou pelo pão que o diabo amassou — em alguns casos, de forma quase literal. Ele teve seu casamento apagado da existência após um pacto com Mephisto, viu seu primeiro amor morrer em seus braços, descobriu Gwen Stacy o traiu com Norman Osborn e teve um casal de gêmeos, viu a tia May morrer algumas vezes até ser substituída por uma atriz por longos anos. Isso sem falar da sua filha desaparecida e das tentativas de cloná-lo.

O Conselho dos Peters traz uma verdade inconveniente (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)
O Conselho dos Peters traz uma verdade inconveniente (Imagem: Reprodução/Marvel Comics)

Com tanta coisa ruim na bagagem, a história começa com Peter indo até o Quarteto Fantástico para acessar um portal que abre as portas do multiverso. A ideia é simples: encontrar suas variantes de diferentes realidades, em uma espécie de “Conselho dos Parker” e saber como é a vida em outros universos.

Em uma fala bastante emocionada e que mostra o quanto carregar esse fardo de poder e responsabilidade é exaustivo, o herói desabafa estar cansado de sempre ter que dar dois passos para trás sempre que tenta dar um para frente e o quanto é exaustivo viver constantemente com essa sensação de que está sempre derrotado. Mais do que isso, ele revela que não sabe o quanto mais consegue suportar isso.

E é quando o Peter da Terra-616 é confrontado com a dura realidade: é o sofrimento que faz dele um Homem-Aranha — e que essa é uma constante em todo o multiverso.

Na história, os outros Homens-Aranhas explicam que todos eles também passaram por situações muito traumáticas em suas realidade e que a Sorte dos Parker parece ser uma constante no multiverso. E é quando eles explicam que é justamente suportar o peso de todas essas desgraças e ainda seguir em frente, salvando o dia mais uma vez, é que o difere de qualquer outro herói.

Sempre em frente

Essa é uma explicação bem semelhante daquela que a gente viu tanto em Homem-Aranha no Aranhaverso quanto em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. Nos dois filmes, versões do personagem vindas de outras realidades pontuam que a perde de pessoas amadas é algo que faz parte da gênese deles e também a grande força-motriz que os motiva a seguir em frente, mesmo quando tudo parece perdido.

A Marvel parece ter um sério problema com a felicidade do Homem-Aranha e agora sabemos o porquê (Imagem: Divulgação/Marvel Comics)
A Marvel parece ter um sério problema com a felicidade do Homem-Aranha e agora sabemos o porquê (Imagem: Divulgação/Marvel Comics)

Assim, o que a Marvel fez com Amazing Fantasy #1000 foi ecoar esse discurso e estabelecer de uma vez por todas aquilo que torna o Homem-Aranha único: sua resiliência. O fator heroico do personagem não são seus poderes ou habilidades sobre-humanas, mas a capacidade de se doar ao outro — um cidadão de Nova York, à cidade inteira ou mesmo ao mundo — mesmo depois de apanhar incessantemente da vida ou de saber que esse ato de altruísmo trará consequências terríveis para si.

Essa é a tônica central do Homem-Aranha ao longo desses 60 anos e que a edição comemorativa apenas escancara. Afinal, embora os roteiristas da Marvel pareçam ter uma predileção bastante sádica por ver Peter se ferrando sempre que possível, o Amigão da Vizinhança sempre seguiu em frente em prol desse bem maior — vivendo esse eterno sacrifício que caracteriza o herói.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: