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Aranhaverso? Por que veremos os três Homem-Aranha no mesmo filme

Natália Bridi
·6 minutos de leitura

Todas as notícias sobre Homem-Aranha 3 levam a crer que um Aranhaverso em live action está tomando forma. Primeiro foi a aparição de J.K. Simmons como J. Jonah Jameson na cena pós-créditos de 'Homem-Aranha: Longe de Casa’, retomando seu papel na trilogia entre 2002 e 2007. Depois começaram a sair informações interessantes sobre o elenco, como Jamie Foxx retornando como Electro (seu papel em 'O Espetacular Homem-Aranha 2', de 2014) e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que está no centro das tramas de multiverso.

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Os fãs logo fizeram as contas: Tobey Maguire e Andrew Garfield podem aparecer no filme, retomando as suas versões de Peter Parker/Homem-Aranha. O site FandomWire deu essa possibilidade como confirmada, o que provocou reações empolgadas no Twitter.

Porém, é cedo para celebrar. Nada foi oficializado até o momento pela Sony ou pela Marvel, por maior que seja a vontade de ver Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland interagindo nos cinemas.

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Ainda assim, as peças parecem se encaixar. Segundo Kevin Feige, o presidente do Marvel Studios, o multiverso será o grande evento da Fase 4 do MCU. WandaVision, a série que vai reunir Feiticeira Escarlate e Visão vai abrir essa narrativa em dezembro de 2020, dando início a história que vai levar a 'Doctor Strange in the Multiverse of Madness' ('Doutor Estranho no Multiverso da Loucura', em tradução literal), previsto para março de 2022. Homem-Aranha 3 é previsto para dezembro de 2021 e cabe perfeitamente nessa timeline.

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O que é multiverso?

Nos quadrinhos, o multiverso é um recurso comum, usado para justificar erros de continuidade entre as histórias, além de criar novas versões de personagens e tramas. Assim é possível separar o que se passa na linha temporal principal e que faz parte de uma realidade alternativa.

A Marvel chegou a ter um selo dedicado exclusivamente a um de seus universos paralelos, o Marvel Ultimate, criado durante um momento de crise financeira em que a editora precisava buscar novos leitores. Desse selo saiu o Nick Fury com as feições de Samuel L. Jackson (depois adotada pelos filmes do MCU) e o novo Homem-Aranha Miles Morales. Com o arco Guerra Secreta (2015), alguns personagens do Ultimate passaram a ser parte da Terra-616, o “mundo oficial” da Marvel Comics.

A DC, que usava esse recurso desde a década de 1940, chegou a fazer um grande evento para encerrar o seu multiverso, a Crise das Infinitas Terras (1985-1986), retomando o conceito recentemente com o arco Convergence (2015). Atualmente, segundo o roteirista Jeff King, a DC Comics teria até mais de um multiverso.

E o Aranhaverso?

Se existem múltiplas terras no Universo Marvel, também existem múltiplas versões do Homem-Aranha, como abordou o arco publicado em 2014. Porém, a inspiração para a criação do Aranhaverso veio da TV, mas não do famoso meme dos aranhas se apontando (a origem desse é a série animada da década de 1960, em um episódio em que um impostor tenta assumir o lugar do herói). A origem do Aranhaverso estaria nos dois episódios finais de Spider-Man: The Animated Series, exibida na década de 1990, em que Homens-Aranha de diferentes dimensões se reúnem para enfrentar vilões.

Nos quadrinhos, o arco do Aranhaverso foi responsável por apresentar personagens como Spider-Gwen, a Mulher-Aranha da Terra 65, personagem que também aparece na animação Homem-Aranha no Aranhaverso. O filme vencedor do Oscar também apresentou para o grande público Miles Morales, Homem-Aranha Noir, Porco-Aranha e Peni Parker, e deve ter o Homem-Aranha 2099 (uma versão futurista do herói) na sua continuação.

Se for confirmada, o Aranhaverso em live action poderia não apenas reunir as três versões conhecidas de Peter Parker nos cinemas, como apresentar outras identidades do Aranha queridas pelos fãs, mas ainda inéditas em carne e osso, como Miles Morales.

Multiverso é tendência

Além do sucesso de Homem-Aranha no Aranhaverso e dos crossovers das séries da DC (o Arrowverse chegou a fazer recentemente a sua própria versão da Crise nas Infinitas Terras), o multiverso aparece como uma tendência nas adaptações dos quadrinhos para o cinema porque esse é o próximo passo lógico depois de décadas de heróis nas telas.

Diferentes gerações tem a sua versão favorita de personagens como Homem-Aranha e Batman, que já ganharam diversas encarnações nas telas. Reunir essas diferentes versões dos heróis nos cinemas é uma forma chamar a atenção dessas gerações, conquistando um público ainda maior. Ao mesmo tempo, a Marvel criou um modelo bem-sucedido com um universo cinemático integrado, mas esse formato narrativo começa a apresentar suas limitações conforme o estúdio vai reconquistando propriedades importantes como os X-Men e o Quarteto Fantástico (frutos da compra da 20th Century Fox pela Disney).

Para não precisar fazer toda a ginástica de apresentar novos heróis no passado (como no caso de Capitã Marvel, cujo filme de origem se passa na década de 1990), o multiverso é o caminho mais fácil para introduzir personagens importantes no cânone. E uma simples crise no multiverso (a loucura prometida no filme do Doutor Estranho) pode colocar todos na mesma linha temporal.

A DC também vai aproveitar esse conceito no filme do Flash. Previsto para 2022, o longa será comandado por Andy Muschietti e vai aproveitar o arco Flashpoint, quando Barry Allen acorda em uma realidade alternativa em que a Liga da Justiça nunca existiu. Ben Affleck e Michael Keaton devem aparecer no longa, que pelo jeito deve aproveitar para fazer uma grande homenagem ao Homem-Morcego nos cinemas.

Como a Warner já vinha trabalhando histórias independentes para os personagens da DC, como o premiado Coringa de Joaquin Phoenix, fica a dúvida se o longa servirá como ponte entre o universo iniciado por Zack Snyder e os demais filmes, usando o multiverso para unificar essas narrativas para o público, mas sem misturar suas visões.

Na Marvel, o caminho do multiverso já começou a ser traçado. A estreia de WandaVision, em dezembro de 2020, deve dar mais pistas de como deve se desenhar a criação de novos mundos no MCU, mas tudo indica que é apenas uma questão de tempo para o Aranhaverso em live action se tornar realidade.

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