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Por que a Terra orbita uma estrela amarela e não uma vermelha? Eis 4 explicações

·4 min de leitura

Se as estrelas anãs vermelhas são as mais comuns na galáxia, por que estamos na órbita de uma estrela amarela? Esse paradoxo incomodou alguns cientistas que tentaram resolvê-lo, mas nenhuma proposta foi testada até o momento. Agora, um estudo sugere quatro possibilidades — três delas com possibilidade de testar com observações.

O “Paradoxo do céu vermelho” é o resultado de algumas deduções sobre nossa galáxia e a vida no universo. Uma delas é o princípio de Copérnico — a declaração de que a Terra não está em uma posição especialmente favorecida ou central no cosmos. Isso implica que nosso planeta não é raro, ou seja, existem muitos outros semelhantes universo afora.

São cerca de 100 bilhões de estrelas na Via Láctea, muitas delas com sistemas planetários antigos o suficiente para formar vida inteligente. Alguns tão antigos que suas civilizações já deveriam ter alcançado a tecnologia necessária para se espalhar pelo universo de maneiras que deveriam ser perceptíveis para a humanidade.

Nave alienígena voa sobre região inóspita (Imagem: Reprodução/Stefan Keller/Pixabay)
Nave alienígena voa sobre região inóspita (Imagem: Reprodução/Stefan Keller/Pixabay)

Se é assim, o Paradoxo de Fermi repete constantemente sua pergunta aos cientistas: onde estão todos? Por que ainda não os encontramos? E, trazendo a questão para uma amostra menor do universo, o Paradoxo do céu vermelho questiona os tipos de estrelas que parecem hospedar vida.

Nosso Sol faz parte de um grupo de estrelas conhecido como anãs FGK (anãs amarelas e brancas), mas a grande maioria das estrelas da Via Láctea (cerca de ¾) são anãs M. Elas são menores, mais frias e mais escuras; há muito se tenta descobrir as possibilidades de vida em planetas na órbita dessas anãs vermelhas.

O Paradoxo do céu vermelho assume que:

  • A vida inteligente pode ocorrer em torno de todos os tipos de estrelas no universo;

  • O número de anãs vermelhas na galáxia é maior;

  • A Terra não é especial ou incomum.

Ainda assim, quando olharmos para cima encontrarmos uma estrela anã amarela. Por que? Será que apenas tivemos a “sorte” de surgir em um sistema minoritário no universo? Talvez, mas há outras possibilidades, e é nelas que o autor do artigo foca seus argumentos usando análise de estatística Bayesiana.

1 - Estamos em um sistema minoritário

Arte conceitual de planeta orbitando uma anã vermelha (Imagem: Reprodução/AIP/ J. Fohlmeister)
Arte conceitual de planeta orbitando uma anã vermelha (Imagem: Reprodução/AIP/ J. Fohlmeister)

Com chances de 1 em 100, a Terra poderia ser, de fato, um pouco mais rara do que imaginávamos. A lógica é que se as taxas de desenvolvimento de vida inteligente são as mesmas para todos os tipos de estrelas, então a probabilidade se reduz às diferentes taxas de ocorrência das estrelas.

Em outras palavras, se as anãs FGK são mais raras que anãs M, há menos planetas habitados ao redor desse tipo de “sol”. Então, estamos em um tipo de sistema relativamente incomum, em comparação com sistemas ao redor de anãs vermelhas. Embora essa solução seja tentadora, ela fere o Princípio de Copérnico e não pode ser testada.

2 - Anãs FGK têm maior habitabilidade

Nessa solução, a taxa de desenvolvimento de vida em torno de anãs amarelas precisaria ser maior pelo menos em duas ordens de magnitude. Isso é muita coisa — cerca de 100 vezes maior. Significaria que anãs vermelhas não são tão propícias a formas de vida complexa e, por isso, estamos ao redor de uma amarela.

De fato, anãs vermelhas tendem a ser turbulentas, com muita atividade de ventos estelares que ameaçam a vida, e não tendem a ter planetas como Júpiter — um grande aliado da Terra por atrair para si asteroides potencialmente perigosos. Apesar dessas considerações, ainda não há dados o suficiente para testar essa solução através da observação.

3 - Não houve tempo o suficiente para as anãs-M

Ilustração de planeta na órbita de anã vermelha (Imagem: Reprodução/NASA)
Ilustração de planeta na órbita de anã vermelha (Imagem: Reprodução/NASA)

Pode ser também que a “janela de tempo” disponível para o desenvolvimento da vida em torno das anãs FGK seja pelo menos 5 vezes maior do que em anãs M. Ou seja, a vida até surge na taxa prevista ao redor das anãs vermelhas, mas é preciso mais tempo para se desenvolver.

Isso tem a ver com a fase de pré-sequência principal da vida da estrela, isto é, o tempo antes de começar a fundir o hidrogênio. Nesse estado, a estrela fica mais quente e brilhante, o que, para anãs vermelhas, dura cerca de um bilhão de anos. Durante esse tempo, um efeito estufa descontrolado pode ser desencadeado em quaisquer mundos potencialmente habitáveis.

Anãs vermelhas podem viver muito mais tempo que as amarelas, com um período muito longo antes de começar a sequência principal. Por isso, não é difícil imaginar que a vida se desenvolva mais devagar ao redor delas; enquanto o processo ainda está em andamento nesses sistemas, a biologia complexa já apareceu em planetas rochosos nas anãs brancas e amarelas.

4 - Não há muitos sistemas vermelhos

Na última proposta do estudo, planetas como a Terra surgem mais em sistemas ao redor de estrelas amarelas. Isso não nos tornaria exatamente raros, mas “impediria” que as estrelas vermelhas possam abrigar mundos em suas zonas habitáveis.

Isso poderia ser o resultado de vários fatores, como a temperatura das anãs vermelhas, que exige dos planetas uma maior aproximação, caso eles queiram ser habitáveis. Esses fatores provavelmente poderão ser observados por novos telescópios como o James Webb, lançado no dia 25.

Fonte: Canaltech

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