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Por que sentimos nostalgia?

Você já ouviu uma música, ou viu um determinado objeto da sua infância que te remeteu a tempos longínquos, despertando uma sensação esquisita de satisfação e tristeza ao mesmo tempo? O nome disso é nostalgia. Mas qual o propósito psicológico por trás disso?

Em entrevista à American Psychological Association, Krystine Batcho, professora de psicologia no LeMoyne College, anunciou que a palavra foi cunhada ou inventada há muito tempo, há mais de 300 anos, e originalmente designava saudade, mas ao longo dos séculos o significado foi ampliado para a noção de saudade ou falta de aspectos do passado pessoal de uma pessoa.

"É uma experiência paradoxal maravilhosamente complexa", opinou a especialista. Questionada sobre o papel da nostalgia na psiquê humana, a psicóloga apontou que a maioria das pesquisas disponíveis hoje argumentam que a nostalgia serve a várias funções, como ajudar a unir nosso senso de quem somos, nosso eu, nossa identidade ao longo do tempo, considerando que o ser humano muda constantemente.

"Não somos nem de longe os mesmos de quando tínhamos três anos, por exemplo. A nostalgia, ao nos motivar a lembrar do passado em nossa própria vida, ajuda a nos unir a esse eu autêntico e a nos lembrar de quem fomos e, em seguida, comparar isso com quem sentimos que somos hoje", pontuou a professora.

Especialista busca entender por que sentimos nostalgia (Imagem: DS stories/Pexels)
Especialista busca entender por que sentimos nostalgia (Imagem: DS stories/Pexels)

Segundo a psicóloga, a nostalgia serve a uma função psicológica essencial por ser uma emoção altamente social e nos conectar com outras pessoas. "No início, quando somos muito jovens, é parte do que nos une às pessoas mais importantes da nossa vida, nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos. À medida que passamos pela vida, ela pode se expandir e se estender a uma esfera mais ampla das pessoas com as quais interagimos. É um fenômeno de conexão social", explicou.

A nostalgia representa uma emoção agridoce, na visão da especialista. "É doce porque estamos relembrando os melhores momentos, os bons momentos da nossa vida. A amargura vem da sensação de que sabemos com certeza que nunca poderemos recuperá-los, eles se foram para sempre", concluiu.

Fonte: Canaltech

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