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Por que sem X-Men não existiria Vingadores nos cinemas

Thiago Romariz
·3 minuto de leitura
Foto: Twentieth Century Fox
Foto: Twentieth Century Fox

Se hoje os heróis ostentam uniformes coloridos, inimigos espalhafatosos e abusam das piadas infames é por que 20 anos atrás alguém convenceu Hollywood que quadrinhos podiam ser coisa de adulto – e de um jeito muito diferente.

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A "falta de vergonha" surgiu em 2000 com a estratégia certeira da Marvel/Fox ao tornar a equipe super-colorida dos X-Men em um bando de renegados poderosos vestidos em couro preto; a estética perfeita para uma época que só aceitaria heróis sintonizados com o realismo exigido pelo público de Matrix e tantas outras fantasias pessimistas dos anos 1990 e 2000.

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Hoje, X-Men: O Filme se mantém como uma ação decente, mas principalmente perspicaz ao adaptar o tema dos mutantes à audiência da época e possuir um visual 'super' realista, ao mesmo tempo que com ar de quadrinhos. As garras de Wolverine estão lá, assim como os poderes de Tempestade, Ciclope e até o visual de Dentes de Sabre, Groxo e Mística.

Não por acaso nomes como Bryan Singer, fã assumido dos mutantes, e Kevin Feige, produtor associado do filme, estão envolvidos na história. Fidelidade, ainda que com um toque "modernizado", foi o que o fez ser aceito pelo nicho com tanto afinco.

O envolvimento de profissionais que abracem o universo desses personagens com respeito e assinatura, hoje um movimento comum na indústria, começou neste filme. A Fórmula Marvel teve início aqui. Ao negar as cores de Stan Lee e Jack Kirby para convencer a velha guarda de que havia substância nas páginas e de que super-heróis poderiam ir além de Batman e Superman – até ali os únicos grandes sucessos do meio no cinema.

E como vemos hoje, uma relação entre personagens foi o que fez o gênero expandir e se tornar a mina de ouro de Hollywood. Ao colocar Magneto e Xavier para serem o motor dos questionamentos do roteiro, a franquia dos X-Men entendeu que mais do que ação e planos mirabolantes, era necessário escancarar nos cinemas os dramas pessoais que humanizam aqueles seres super-poderosos.

É lógico que Homem-Aranha, Cavaleiro das Trevas e o carisma indiscutível de Hugh Jackman como o Wolverine ajudaram na expansão do gênero. Todos eles, porém, devem muito ao primeiro filme de Bryan Singer – não só pelo sucesso, mas por entender como combater o preconceito dos bastidores.

Aquele filme botou uma roupa sombria e realista só para enganar alguns, pois o forte da história está nos problemas mundanos dos heróis. As brigas familiares e as dores amorosas que até os imbatíveis enfrentam todos os dias. É possível dizer que sem os diálogos entre Xavier e Magneto, não haveria o dilema Capitão América e Homem de Ferro, a pedra fundamental da Marvel nos cinemas.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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