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Por que os semáforos no Japão têm a cor azul e não verde?

·2 min de leitura

A convenção internacional voltada para a regulamentação dos sinais de trânsito em todo o mundo, também chamados de semáforos, faróis ou sinaleiros, estabelece que as cores verde e vermelha, por serem antagônicas, simbolizam o “siga” e o “pare”.

No Japão, no entanto, muitos semáforos usam a cor azul no lugar da verde. Você sabe o porquê disso? O motivo é bastante interessante, como mostraremos a seguir.

Cultura milenar

A explicação para esse fato curioso, e que pode confundir a cabeça de alguns turistas, é puramente histórica e busca manter o país asiático fiel a uma tradição milenar.

Antigamente, no Japão existiam palavras para ilustrar apenas quatro cores básicas:

  • preto (kuroi): usado para descrever cores escuras;

  • branco (shiroi): definia cores claras em geral;

  • vermelho (akai): simbolizava cores brilhantes;

  • azul (aoi): usado para cores menos chamativas.

Luz verde dos semáforos do Japão deve ser "o mais azul possível" (Imagem: V31S70/Flickr)
Luz verde dos semáforos do Japão deve ser "o mais azul possível" (Imagem: V31S70/Flickr)

A palavra utilizada para simbolizar algo em verde (midori) apareceu somente por volta do ano 1000, ou seja, há pouco mais de um milênio.

Mesmo assim, o vocábulo destinado ao azul ainda permanece em uso em palavras como maçã-verde (aoringo).

Semáforo verde, mas “o mais azul possível”

E a convenção internacional de trânsito, como fica nessa história, principalmente após a adoção de um termo próprio para definir o verde? Por que não há a troca das cores em todos os semáforos?

Isso acontece porque os documentos do departamento de trânsito do Japão foram escritos sem a utilização da palavra midori (verde).

No Japão, ao ver uma luz azul no semáforo, é sinal de "siga" (Imagem: Naitokz/Flickr/CC)
No Japão, ao ver uma luz azul no semáforo, é sinal de "siga" (Imagem: Naitokz/Flickr/CC)

Para contornar, ou tentar minimizar essa discrepância, surgiu uma solução em 1973. O governo japonês determinou que, a partir daquela data, os semáforos deveriam ser construídos “com o verde mais azul possível”.

Desta forma, eles conseguiram manter a tradição milenar, sem alterar o documento original e, principalmente, sem infringir a convenção internacional. Legal, né?

Fonte: Canaltech

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