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Por que os jogos antigos de Forza não são mais vendidos?

·7 min de leitura

Quem quiser fazer um passeio pela história da franquia Forza, se preparando para o lançamento de Forza Horizon 5 na próxima semana, pode encontrar opções limitadas e certa dificuldade. Aqueles que tentarem adquirir títulos anteriores da franquia terão acesso, apenas, ao quarto título da marca focada no festival de velocidade, já que ele é o único disponível para venda por meio das plataformas digitais da Microsoft. Os anteriores permanecem disponíveis apenas em disco — uma mídia que pode ser um pouco cara, pelo fator raridade — ou nas contas daqueles que os adquiriram originalmente.

É uma prática comum para a série tocada pelas desenvolvedoras Playground Games e Turn 10, que chega agora ao seu 12º título se combinarmos os lançamentos de Horizon e Motorsport. É toda uma evolução, mudanças e, principalmente, velocidade envolvidos em uma das marcas mais reconhecidas dos simuladores e dos games de corrida arcade, mas cuja progressão não pode ser experimentada de forma acessível por um motivo direto: o licenciamento.

Aconteceu recentemente com Forza Motorsport 7, lançado originalmente em outubro de 2017 e que deixou de ser vendido nas plataformas digitais em setembro de 2021. Isso também significou sua remoção do serviço Xbox Game Pass, com os usuários que adquiriram DLCs para o título o recebendo de forma completa, enquanto aqueles que o compraram no lançamento original permaneceram com acesso.

<em>Forza Motorsport 7 não é nem de longe o primeiro game da série a deixar de ser vendido, mas representa um raro caso em que isso aconteceu antes de uma sequência ser lançada (Imagem: Divulgação/Microsoft)</em>
Forza Motorsport 7 não é nem de longe o primeiro game da série a deixar de ser vendido, mas representa um raro caso em que isso aconteceu antes de uma sequência ser lançada (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Na ocasião da remoção, a conta oficial do título no Twitter falou diretamente sobre o assunto, indicando que esse é o destino certo dos jogos da marca Forza, uma vez que os contratos de licenciamento firmados para o lançamento expirem. Isso se aplica, principalmente, a carros (e suas montadoras) e pistas, os elementos centrais de qualquer título de velocidade.

É o que a Microsoft chama de “fim de vida”, ou “end of life”, em inglês, um status mais comum no mundo do desenvolvimento de software que indica a descontinuação de um produto, sem que ele receba novas atualizações ou suporte aos usuários. No caso de Forza Motorsport 7, e do restante de seus irmãos de franquia, a empresa aplica o termo também à remoção do título das prateleiras digitais.

Já em uma página de suporte sobre a retirada de Forza Motorsport 7, a Microsoft vai um pouco mais além. De acordo com a empresa, um título da série pode chegar a ter mais de 500 parceiros de licenciamento diferentes, já que tais questões também envolvem conteúdos de marca, músicas e equipes de corrida; com isso, os games também têm seu plano de fim de vida como parte integrante de seu processo de desenvolvimento, uma vez que cada contrato têm uma validade diferente.

Padrão claro

<em>Jogos da série Forza costumam deixar de ser vendidos quatro anos depois do lançamento; apenas quem comprou em mídia física ou digital continua tendo acesso aos títulos (Imagem: Divulgação/Microsoft)</em>
Jogos da série Forza costumam deixar de ser vendidos quatro anos depois do lançamento; apenas quem comprou em mídia física ou digital continua tendo acesso aos títulos (Imagem: Divulgação/Microsoft)

De forma a garantir a transparência com os jogadores, a Microsoft sempre divulga, com antecedência, as datas de remoção dos games das séries Forza Motorsport e Forza Horizon das lojas digitais. Em tais ocasiões, também são realizadas promoções para quem quiser garantir os títulos, e mais recentemente, com a disponibilização dos jogos no Xbox Game Pass, versões completas também foram dadas aos usuários que adquiriram DLCs pagos para uso com o game disponível no serviço.

O aviso no caso de Forza Motorsport 7 foi um dos mais longos da história da série, sendo dado no final de julho para uma retirada que aconteceu em 15 de setembro. No passado mais distante da franquia, o alerta foi dado com no mínimo uma semana de antecedência, de forma que os fãs pudessem se preparar para o chamado “fim da vida” dos títulos.

Indo além e analisando as datas relacionadas aos games mais recentes, conforme a lista abaixo, é possível analisar um padrão nas remoções dos games da série, que sempre saem do ar aproximadamente quatro anos depois dos lançamentos originais:

  • Forza Motorsport 7: lançado em 03/10/2017, removido em 15/09/2021;

  • Forza Horizon 3: lançado em 27/09/2016, removido em 27/09/2020;

  • Forza Motorsport 6: lançado em 15/09/2015, removido em 15/08/2019;

  • Forza Horizon 2: lançado em 30/09/2014, removido em 01/10/2018;

  • Forza Motorsport 5: lançado em 22/11/2013, removido em 30/09/2017;

  • Forza Horizon: lançado em 23/10/2012, removido em 20/10/2016.

Como dito, o caso da subsérie de simuladores é atípico, marcando a primeira vez que um título da franquia deixou de ser vendido antes que seu sucessor chegasse às lojas. Apesar de o próximo ainda não ter data certa para lançamento, ainda dá para especular quando os dois títulos vindouros chegarão ao status de fim de vida, garantindo ainda mais tempo para que os fãs se preparem, comprem os jogos ou garantam cópias físicas antes que a mudança aconteça:

  • Forza Horizon 5: lançamento em 09/11/2021, possível remoção em novembro de 2025;

  • Forza Motorsport 8: possível lançamento em 2022, com remoção provável em 2026.

Infelizmente comum

Falar de licenciamento, claro, é falar de uma infinidade de empresas e contratos entre diferentes marcas e mídias. A Microsoft, logicamente, não é a única a fazer isso e não está sozinha quando o assunto são as remoções de jogos — a bem da verdade, ela é uma das poucas a ter um discurso claro sobre o assunto, assim como um padrão bem definido que abrange toda uma franquia.

Um caso notório recente foi o de Scott Pilgrim Vs. The World: The Game, que retornou em uma remasterização com todo o seu conteúdo adicional em janeiro, para todas as plataformas atuais. Antes disso, porém, o fim de um acordo de licenciamento levou à remoção do game nas plataformas digitais, em 2014 e quatro anos depois de sua chegada, que aconteceu em 2010 em combinação com a adaptação cinematográfica dos quadrinhos, de autoria de Bryan Lee O’Malley. Não se sabe, porém, até quando a chamada Complete Edition permanecerá no ar.

Outro caso recente foi o da trilogia Grand Theft Auto, com o anúncio de edições definitivas e remasterizadas para PC, PlayStation, Xbox e Switch levando à remoção das versões originais dos títulos, que estavam disponíveis em algumas das plataformas. Aqui, entretanto, não se tratam de acordos de licenciamento, mas sim, de uma medida parte focada em direcionar os usuários à melhor versão possível, mas também orientada a incentivar a venda das novas edições, que são mais caras devido às melhorias visuais. A Rockstar não entrou em detalhes sobre o assunto, apenas confirmando a retirada, que aconteceu em 11 de outubro.

Outros títulos famosos que foram retirados do ar devido ao fim de contratos de licenciamento e que, hoje, não podem mais ser comprados em plataforma alguma incluem:

  • Marvel Vs. Capcom 2: New Age of Heroes — o clássico de luta lançado originalmente em 2000 chegou em 2009 ao PlayStation 3 e Xbox 360. As versões, porém, foram retiradas do ar em dezembro de 2013 devido ao fim do contrato de licenciamento entre a Capcom e a Marvel;

  • Deadpool — o hack `n slash inusitado do herói desbocado foi lançado em 2013 e chegou a receber um relançamento no PS4 e Xbox One dois anos depois. Ele deixou de ser vendido em novembro de 2017, em todas as gerações pelas quais passou, pelo fim do contrato entre a Casa das Ideias e a distribuidora Activision;

  • P.T. — a demo jogável de um Silent Hill desenvolvido por Hideo Kojima e estrelado por Norman Reedus (Death Stranding) foi liberada gratuitamente e em meio a muitos segredos na Gamescom de 2014, mas os problemas entre o criador e a Konami levaram à doída remoção em abril de 2015. Hoje, o título não pode ser baixado de maneira oficial nem mesmo por quem o instalou originalmente;

  • Super Mario 3D All-Stars — ao relançar três clássicos do encanador para o Switch, em comemoração a seu aniversário de 35 anos, a Nintendo tomou a questionada decisão de disponibilizar os títulos de forma limitada. Os títulos chegaram à loja digital do Switch em setembro de 2020 e foram removidos em março deste ano, estando disponíveis, agora, apenas em raras (e caras) edições físicas.

Fonte: Canaltech

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