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Por que os aviões não voam sobre o Oceano Pacífico?

Uma das perguntas que intrigam o mundo da aviação, além de uma já respondida por nós, que explica o porquê os aviões não seguem as rotas mais curtas, é sobre os motivos pelos quais eles evitam - ou não voam - sobre o Oceano Pacífico.

As razões que explicam esse “mistério”, na verdade, não têm nada de enigmáticas. Aliás, algumas delas são similares às que justificam a não escolha das aeronaves pelas rotas mais curtas.

Antes de explicar, efetivamente, porque os aviões não voam sobre o Oceano Pacífico, vale uma pequena explicação. O Oceano Pacífico é o maior do mundo e cobre aproximadamente um terço da superfície do Planeta Terra.

Falta de terra firme para pouso de emergência explica ausência de voos sobre o Pacífico (Imagem: JJ Farquitectos/Envato/CC)
Falta de terra firme para pouso de emergência explica ausência de voos sobre o Pacífico (Imagem: JJ Farquitectos/Envato/CC)

Sua superfície de 180 milhões de km² atinge Austrália, Canadá, Estados Unidos, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Costa Rica, Panamá, México, Nova Zelândia, Hong Kong e Polinésia Francesa. Ou seja: sobrevoá-lo é, sem dúvida, um desafio.

Razões para aviões não voarem sobre o Pacífico

1. Segurança

A primeira resposta para quem quer saber porque os aviões não voam sobre o Oceano Pacífico é a mais simples de todas: segurança. Como as distâncias entre os aeroportos da região são muito grandes, um eventual problema técnico, como a quebra do motor, ou com um passageiro, obrigaria o piloto a realizar um pouso de emergência, mas sem o lugar ideal para isso.

Alguns aviões conseguem voar entre 3 e 6 horas com uma das turbinas quebradas, mas, dependendo de onde o problema ocorra, a distância a ser percorrida em um voo sobre o Oceano Pacífico pode ser maior e, com isso, não haver lugar disponível para o pouso de emergência.

Aviões conseguem voar até 6 horas sem uma turbina, mas tempo pode ser insuficiente em emergências (Imagem: Pascal Meier/Unsplash/CC)
Aviões conseguem voar até 6 horas sem uma turbina, mas tempo pode ser insuficiente em emergências (Imagem: Pascal Meier/Unsplash/CC)

2. Rotas curvas são mais curtas

A segunda razão para os aviões não voarem sobre o Oceano Pacífico é o chamado caminho geodésico, ou seja, a distância mais curta entre dois vértices. Um exemplo claro pode ser feito por você mesmo, canaltecher, desde que tenha acesso a um globo terrestre.

Pegue um pedaço de barbante e ligue um ponto aleatório nos Estados Unidos e outro na Ásia. Corte o barbante e meça a distância em centímetros. Agora pegue outro pedaço e una os mesmos pontos, mas não em linha reta, mas como um tipo de arco-íris. Ao cortar esse pedaço e medir a distância, você verá que a distância curva é menor do que a reta.

Isso explica o porquê as rotas curvas são melhores, mais rápidas e mais econômicas, e também é um dos motivos pelos quais os aviões evitam voar sobre o Oceano Pacífico, o maior entre os 5 existentes no planeta.

Avião chega mais rápido em rotas curvas do que em retas (Imagem: timofeevavalentina_foto/Envato/CC)
Avião chega mais rápido em rotas curvas do que em retas (Imagem: timofeevavalentina_foto/Envato/CC)

Exceções à “regra” de não voar sobre o Pacífico

Claro que, como em toda a regra, há exceções para as recomendações das companhias aéreas aos aviões para que não voem sobre o Oceano Pacífico. Afinal, regiões como Fiji, Nova Caledônia, Havaí e Nova Zelândia ficariam completamente abandonadas se os voos simplesmente parassem de atender a região.

Algumas companhias, inclusive, alteraram não faz muito tempo alguns dos seus voos para, enfim, voar sobre o Pacífico. Em 2016, A Air India fez com que a rota do voo entre Nova Dehli e San Francisco, nos Estados Unidos, deixasse de voar sobre o Oceano Atlântico e passasse a cruzar o Pacífico.

A decisão tomada pela companhia aérea tornou o voo 3 horas mais rápido que na rota anterior. Claro, com todas as precauções necessárias quanto à segurança e possíveis emergências.

Fonte: Canaltech

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