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Por que os animais pré-históricos ficaram menores?

Se você já viu filmes ou documentários sobre o passado da Terra e de sua fauna, já deve ter percebido que não apenas os répteis eram enormes em outras eras, mas também tivemos mamíferos, artrópodes e até mesmo insetos gigantes vivendo em nosso planeta. Por que eles não existem mais? O que influencia no tamanho de um animal? A resposta, como sempre, é complexa, mas podemos resumir em 3 fatores: predadores, meio ambiente e alimentos disponíveis.

No período Permiano, antes do surgimento dos dinossauros, entre 299 milhões e 252 milhões de anos atrás, o mundo era infestado de insetos como a Meganeuropsis permiana, uma libélula de 71 cm de envergadura nas asas, do tamanho de um corvo moderno. Antes, no período Carbonífero (358 milhões a 298 milhões de anos atrás), havia invertebrados como a Arthropleura, ancestral das centopeias atuais, com 2 metros de comprimento e 50 quilos, morrendo no início do Permiano.

A Meganeuropsis permiana foi o maior inseto que já existiu, com 72 cm de envergadura nas asas, apenas possível pelo alto oxigênio da Terra no Permiano (Imagem: Werner Kraus/CC-BY-4.0)
A Meganeuropsis permiana foi o maior inseto que já existiu, com 72 cm de envergadura nas asas, apenas possível pelo alto oxigênio da Terra no Permiano (Imagem: Werner Kraus/CC-BY-4.0)

O que permitiu insetos enormes?

Um dos fatores que tornavam isso possível era o nível de oxigênio no ar, a 30% de sua composição, contra os atuais 21%. Os insetos respiram por espiráculos, aberturas laterais que levam o ar a tubos de fluido, de onde o oxigênio é espalhado e absorvido pelos músculos. É bem mais ineficiente do que a forma com a qual respiramos, limitando o tamanho dos insetos modernos — com a situação climática atual, eles não conseguiriam respirar se fossem grandes como já foram.

Outro fator importante era a ausência de pássaros, livrando o ambiente de tantos predadores e permitindo um desenvolvimento mais pleno aos invertebrados. No mar, grandes artrópodes também surgiram, como o Jaekelopterus rhenaniae, apelidado de escorpião-do-mar pela sua aparência, com 2,5 metros de comprimento, do período Devoniano (100 milhões de anos antes do Permiano). Atualmente, os maiores artrópodes do mundo também vivem na água, como o caranguejo-gigante-japonês (Macrocheira kaempferi), de 3 metros de envergadura.

Isso ocorre porque o ambiente aquático permite a sustentação do corpo, já que a flutuabilidade que a água oferece ajuda com o empuxo. Uma casca muito grande seria deformada pela gravidade, e, na terra, a troca de exoesqueleto de um caranguejo grande levaria horas ou dias, o deixando vulnerável a predadores.

Vertebrados: alimentação e peso

Para os vertebrados, há, ainda, forças físicas envolvidas, como a necessidade de gerar pressão sanguínea o suficiente para circular o sangue. Respirar pode se tornar difícil demais pelo esforço de encher os pulmões o suficiente para alimentar um corpo muito grande. É por isso que, no mar, as baleias-azuis podem pesar o equivalente a 40 elefantes-africanos: sem a água, os órgãos seriam esmagados pelo próprio peso do corpo.

Aliás, de baleias a elefantes e dinossauros saurópodes (os de pescoço comprido), os gigantes do planeta tendem a ser herbívoros, por questões de metabolismo e temperatura corporal. Tendo mais volume do que superfície corporal, seus corpos são muito quentes, e eles precisam, por exemplo, tomar banhos de lama para se refrescar. Uma dieta vegetariana os faz liberar muita energia em forma de calor, fermentando o alimento.

Os esqueletos dos diplodocos, grandes dinossauros pescoçudos, por exemplo, tinham vários sacos de ar, ajudando a dissipar o calor e diminuindo o peso dos ossos, mas ainda os deixando fortes o suficiente para suportar o peso do corpo. Eles só conseguiram ficar enormes por serem eficientes em liberar o calor gerado pela digestão. Caso fosse do tamanho de um rato, no entanto, o animal não sobreviveria, bem como um rato gigantesco não teria energia o suficiente para se manter vivo.

Saurópodes enormes só foram possíveis por vários fatores fisiológicos, como esqueletos com sacos aéreos e alimentação herbívora, que gerava muita energia para o corpo através da fermentação (Imagem: Francisco Gascó/CC-BY-3.0)
Saurópodes enormes só foram possíveis por vários fatores fisiológicos, como esqueletos com sacos aéreos e alimentação herbívora, que gerava muita energia para o corpo através da fermentação (Imagem: Francisco Gascó/CC-BY-3.0)

A limitação física não para por aí. As pulgas são famosas por pular alturas incríveis, quando comparadas com o tamanho de seu corpo. E uma pulga gigante? Bem, ela não pularia tanto. Um músculo grande é menos forte, já que a proporção de força é relativa à área transversal, ou seja, a área do músculo quando cortado ao meio. Com limite na força e, consequentemente, na movimentação, um animal como esse seria facilmente subjugado.

Por fim, mas não menos importante, há a seleção sexual — alguns animais preferem parceiros grandes, e isso gera diferenças até mesmo dentro de espécies como a humana. Nos Países Baixos, a população é a mais alta do mundo, em média, o que é considerado atraente. Isso faz com que o país siga ficando cada vez mais alto, enquanto outros países, como o Timor Leste, que conta com as pessoas mais baixas do mundo, sigam com humanos pequenos.

Dito tudo isso, não se preocupe — a chance de termos baratas gigantes rondando por aí é baixíssima, ao menos enquanto tivermos pouco oxigênio, muitos pássaros e um desgosto por parceiros artrópodes altos bem estabelecidos em nosso planeta.

Fonte: Canaltech

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