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Por que o prejuízo milionário do Nubank não significa que a empresa esteja indo mal

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Sede da NuBank em São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
Sede da NuBank em São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

Na semana passada, a Nubank, empresa de tecnologia que fornece serviços financeiros, como cartão de crédito sem anuidade e uma conta digital, além de aplicativo para smartphone de onde o usuário pode controlar suas despesas, anunciou seus resultados do ano de 2019, e um ponto chama a atenção: o tamanho do prejuízo que a empresa teve.

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As perdas não só foram grandes, como aumentaram drasticamente em relação ao ano anterior: de 100,3 milhões em 2018 para 312,7 milhões em 2019. Um aumento de 211,8%.

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A princípio, para alguém que não está familiarizado ao universo financeiro das startups, esses valores podem ser chocantes. Como é possível que a direção da empresa não esteja desesperada frente a tamanhas perdas, e por anos seguidos?

Mas, no mundo das empresas de tecnologia em rápida expansão, esses números não assustam. Em muitos casos, eles são até previsíveis, e parte de uma estratégia que, no passado, foi o caminho para alguns dos maiores sucessos financeiros da história do empreendedorismo.

Em seu livro “De Zero a Um - O que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício”, o empresário Peter Thiel, cofundador do PayPal e parceiro de negócios de Elon Musk, explica o que está por trás dessa lógica: a urgência de se mover rapidamente para garantir dominância de mercado.

Peter Thiel, cofundador do PayPal e autor do livro 'De Zero a Um'. (Foto: Stephanie Keith/Getty Images)
Peter Thiel, cofundador do PayPal e autor do livro 'De Zero a Um'. (Foto: Stephanie Keith/Getty Images)

Thiel afirma que, na lógica do Vale do Silício, as empresas precisam se apressar para dominar mercados específicos, formando verdadeiros monopólios tecnológicos sobre eles. Foi o que ocorreu com a Amazon (compras online), Google (buscas) e Facebook (rede social).

Em todos esses casos, as empresas atingiram domínio quase total de seus nichos, e por isso hoje podem se beneficiar de ganhos estratosféricos, além de manter a dominância contra novos concorrentes. Veja o caso do Facebook, por exemplo, comprando rivais como Instagram e WhatsApp por cifras bilionárias ou simplesmente aplicando enormes recursos financeiros e tecnológicos para copiar funções como no caso do Snapchat e, mais recentemente, do Tiktok.

Nessa corrida pelo domínio de um novo mercado, segundo a cartilha de Thiel, vale perder (muito) dinheiro no processo, pois se tudo der certo, os ganhos futuros serão extremamente recompensadores.

Veja o caso da Amazon, que por anos seguidos apresentou prejuízos, apenas para se tornar uma das maiores corporações do mundo, seu fundador e executivo-chefe, Jeff Bezos, o atual homem mais rico do mundo com fortuna avaliada em quase US$ 200 bilhões.

Jeff Bezos: fundador da Amazon e homem mais rico do mundo. (Foto: REUTERS/Anushree Fadnavis)
Jeff Bezos: fundador da Amazon e homem mais rico do mundo. (Foto: REUTERS/Anushree Fadnavis)

A Amazon talvez seja a maior representação dessa dinâmica no mundo da tecnologia, e Bezos deixou claro desde o início o seu plano, como se vê em sua famosa carta para os acionistas de 1997. Nela, o empresário explicita sua visão de longo prazo: sacrificar o lucro imediato (a Amazon sempre reinvestiu seu dinheiro em novos produtos e frentes de atuação) para maximizar os ganhos no futuro.

Outro ponto que Bezos destaca nessa carta: a importância de gastar recursos para atrair os melhores talentos que garantirão o crescimento sustentável e a inovação em alta velocidade.

Um fator importante que garante às empresas de tecnologia a possibilidade de executar essa estratégia: investimentos milionários. Afinal, para gastar muito dinheiro, é preciso primeiro ter esse dinheiro (a menos que você queira contrair uma dívida).

Entra aí outra figura importante nessa roda do novo capitalismo digital: o investidor de risco, seja na forma de um indivíduo, fundo especializado ou empresas. Essas entidades aportam grandes quantidades de dinheiro nessas empresas em estágio de expansão, e garantem a elas a alavancagem financeira necessária para que elas concretizem suas estratégias. Em troca, se tudo der certo, recebem uma fatia do bolo crescido, lá na frente.

De novo, essa foi a trajetória de todos os grandes nomes da tecnologia do Vale do Silício: Amazon, Google, Facebook, Netflix…

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. (Foto: REUTERS/Leah Millis)
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. (Foto: REUTERS/Leah Millis)

Até junho de 2019, o Nubank já tinha recebido sete rodadas de investimento, ou sete grandes aportes de capital que financiam a expansão da empresa. Em 2013, recebeu US$ 2 milhões de “investimento semente”, para viabilizar o início das operações. Em 2014, mais US$ 15 milhões em uma “Série A”, como é chamada essa primeira rodada de investimento de maior volume. Depois, mais US$ 30 milhões em 2015, US$ 52 milhões em janeiro de 2016, US$ 80 milhões em dezembro de 2016, US$ 150 milhões em fevereiro de 2018, US$ 180 milhões em outubro de 2018, e finalmente mais US$ 400 milhões em 2019 – investimento que colocou a avaliação da startup na casa dos US$ 10 bilhões.

Ou seja, com esses números, fica claro que o Nubank segue à risca a estratégia das maiores empresas do Vale do Silício: investimento pesado em tecnologia e em pessoal, e crescimento rápido, ao custo de muita queima de dinheiro, para garantir o domínio de um novo mercado, no caso, o das startups de serviço financeiro que buscam “romper” com os paradigmas financeiros (tradicionalmente complicados e burocráticos) de países como o Brasil.

Essa fórmula é uma garantia de sucesso? É claro que não! Apesar dos sucessos de Amazon, Google e companhia, no rastro da explosão das empresas de internet, sobram esqueletos de startups falidas. Há mais histórias de fracasso do que de sucesso, e basta lembrar do estouro da bolha pontocom no final dos anos 1990, do qual a Amazon é uma das poucas sobreviventes.

Hoje, o mercado está mais maduro (fala-se que naquela época, no Vale do Silício, bastava ter alguma ideia envolvendo um negócio na internet para encher os bolsos de dinheiro de investidores de risco). Mas, ainda assim, existem sérios desafios a serem contornados, especialmente em tempos tão voláteis como os atuais, com crises gigantescas como a da COVID-19.

Greve de entregadores da Rappi em Bogotá, Colômbia. (Foto: Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images)
Greve de entregadores da Rappi em Bogotá, Colômbia. (Foto: Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images)

Basta olhar para dois exemplos: Uber e Airbnb. Apesar de terem seguido a cartilha da rápida expansão, captado investimentos milionários e obterem avaliações bilionárias, ambas se encontram hoje em severas dificuldades causadas pelos impactos da pandemia em seus modelos de negócios, ao ponto de se verem obrigadas a mudar de estratégia, como no caso da Uber investindo em suas soluções de entrega de comida em domicílio, após a queda drástica na demanda pelo serviço de táxi.

Assim, apesar de a história do Nubank ainda estar sendo escrita, os prejuízos revelados na semana passada estão longe de ser um indicativo de que a empresa vai mal, ou no caminho errado, mas que tem a confiança de agentes do mercado, investidores, para realizar tais manobras de risco.

Enquanto isso, outras startups financeiras buscam trilhar esse mesmo caminho. Não à toa, um dos principais concorrente do Nubank no Brasil, o Neon, também divulgou prejuízos recentemente, pela mesma razão: esforço de crescimento. Com mais jogadores em atividade, a velocidade é ainda mais crítica para os resultados no longo prazo.

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