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Por que o preço da carne segue alto mesmo com queda na exportação?

·4 min de leitura
O Brasil está há mais de 45 dias sem exportar carne bovina para a China, em função do embargo chinês após casos suspeitos da 'doença da vaca louca'. Mesmo assim, os chineses mantém o veto e o preço das carnes seguem 'salgados'.
O Brasil está há mais de 45 dias sem exportar carne bovina para a China, em função do embargo chinês após casos suspeitos da 'doença da vaca louca'. Mesmo assim, os chineses mantém o veto e o preço das carnes seguem 'salgados'. (Foto: REUTERS/Nacho Doce)
  • Vendas do Brasil para a China de carne estão suspensas por casos suspeitos de vaca louca;

  • Suspensão fez as exportações brasileiras de carne caírem pela metade;

  • Apesar da suspensão, consumidor brasileiro segue pagando caro pela proteína; 

O Brasil está há mais de 45 dias sem exportar carne bovina para a China, em função do embargo chinês ao produto brasileiro, após casos suspeitos da chamada "doença da vaca louca" notificados em Minas Gerais e no Mato Grosso. 

A Organização de Saúde Animal (OIE) já informou que as ocorrências não representam risco para a cadeia de produção bovina brasileira. Mesmo assim, os chineses mantém o veto e o preço das carnes seguem "salgados".

Sem as aquisições do seu principal comprador, as exportações da tonelada de carne bovina exportada por dia útil caíram pela metade no mês de outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

Os fatos demonstram que até a 3ª semana de outubro, o Brasil exportou 4,5 mil toneladas de carne na média diária, contra 8,1 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. Em setembro, a exportação por dia útil chegou a 8,9 mil toneladas.

O embargo se reflete no preço da arroba do boi gordo: nesta última quarta-feira (20), a cotação chegou a R$ 262,90, segundo levantamento da Esalq/USP, com queda de 9,84% no mês e com o menor patamar desde 30 de dezembro. Pode se ter uma ideia que o impacto do embargo chinês foi tão forte no preço, pelo fato de que em 28 de junho deste ano, a arroba chegou a custar R$ 322,00, batendo recorde nominal na época.

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E porque os preços das carnes não caem no supermercado?

A pergunta mais repetida pelo consumidor após essas notícias é se a queda do boi gordo chegará aos supermercados. 

Para os especialistas, há a explicação de que o redirecionamento da produção que seria embarcada para a China ainda não foi despachada totalmente para o mercado interno. Ainda há, por exemplo, muitos produtos em câmaras frias e contêineres nos portos.

No estado de São Paulo, por exemplo, o preço no atacado já caiu porque uma parte do que seria embarcada para a China foi despachada para o mercado interno, segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, em entrevista ao portal G1. 

"Parte da carne já entrou no nosso mercado e isso se refletiu no atacado. Antes de agosto, o quilo do corte do bovino estava em torno de R$ 17 e recuou para R$ 14 nesta semana", afirma Iglesias.

Em outras regiões, a tendência pode ser de demora para esse preço se refletir nas gôndolas de supermercados. O economista Alex Araújo, em entrevista ao jornal O Povo, de Fortaleza, explica que esse movimento também guarda relação com o próprio nível de estoque da indústria de processamento. 

O embargo chinês à compra da carne bovina do Brasil já reflete no preço da arroba do boi gordo pelo interior do país.
O embargo chinês à compra da carne bovina do Brasil já reflete no preço da arroba do boi gordo pelo interior do país. (Foto: Getty Images)

"Normalmente esse estoque foi adquirido com preço mais alto. Na medida em que esse abastecimento vai sendo reposto, é que a gente vai ver no supermercado e nos açougues uma queda maior nos preços", completou. 

Outro fator, segundo o economista, que pode influenciar no preço final, é o da margem de lucro dessa indústria. Mas se o embargo chinês persistir, a tendência é um direcionamento maior desses produtos para o mercado interno. Com mais proteína disponível, a tendência seria os preços caírem. "A tendência é os preços cederem mais até o fim do ano", segundo Alex Araújo. 

Na terça-feira (20), o Ministério da Agricultura determinou que os frigoríficos habilitados para exportar para a China suspendam a produção para o país por 60 dias, o que sinalizou, para os analistas da área, que a paralisação do comércio pode durar mais. 

"Não tem outro consumidor mundial que consegue comprar em quantidade e preço o que a China compra do Brasil. Então essa carne vai acabar indo para o mercado interno e o preço pode recuar de forma mais significativa", ressaltou Fernando Iglesias ao G1.

Por outro lado, entidades como a Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp) fizeram ontem um apelo ao Ministério da Agricultura e ao Ministério das Relações Exteriores para que os esforços diplomáticos para a retomada das exportações de carne bovina à China sejam intensificados. 

Em resposta, o Ministério da Agricultura informou que a ministra Tereza Cristina enviou uma carta ao ministro-chefe da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês), na qual se colocou à disposição para tratar pessoalmente sobre o embargo às exportações ao país asiático.

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