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Por que o número de pedidos de demissão bate recorde nos EUA?

·3 min de leitura
Installing Steel Reinforcement Bars for Concrete Foundation at High-rise Building Site
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  • EUA tem 4,3 mi de pessoas pedindo demissão em agosto; Fenômeno é visto como "grande renúncia"

  • Razões envolvem síndrome de burnout causada pela pandemia, oportunidades e melhores salários;

  • Cerca de 95% dos americanos "já pensaram em pedir demissão", segundo pesquisa

Nos Estados Unidos, o fenômeno conhecido como "A Grande Renúncia", parece estar ganhando cada vez mais força. Um recorde de 4,3 milhões de trabalhadores norte-americanos demitiram-se de seus empregos em agosto, de acordo com novos dados do Departamento de Trabalho do governo norte-americano, com um número que chega a 20 milhões de trabalhadores, se medido até abril.

Com o número de 4,3 milhões deixando empregos em agosto, foi estabelecido um novo recorde de pessoas desistentes de seus trabalhos, ultrapassando os 4 milhões de pessoas que renunciaram a seus postos de trabalho em abril. Esse movimento faz o mercado refletir sobre como a pandemia continuou a sacudir a mentalidade dos trabalhadores sobre seus empregos e suas vidas. 

Os números de pedidos de demissão de agosto, afetaram cerca de 2,9% da força de trabalho dos EUA, de acordo com novos dados divulgados na terça-feira pelo Departamento de Trabalho norte-americano.

Esses pedidos, para muitos, tem diversas razões. Cabe citar a Síndrome de Burnout, muito causada na pandemia, e que envolve um coquetel de estresse relacionado ao trabalho e exaustão. 42% das mulheres norte-americanas e 35% dos homens norte-americanos disseram que se sentiram esgotados muitas vezes ou em quase todo o tempo, de acordo com uma recente pesquisa feita pela McKinsey & Co e revelada pela revista TIME.

Outra parte do fenômeno, segundo relatado por The Washington Post, é impulsionado em parte por trabalhadores que estão menos dispostos a suportar uma carga horária inconveniente e de salários baixos, que estão parando de trabalhar para procurar e encontrar melhores oportunidades na economia norte-americana.

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De acordo com o relatório do Departamento de Trabalho norte-americano, havia 10,4 milhões de vagas de trabalho no país no final de agosto, um pouco abaixo do recorde de julho, que foi ajustado para 11,1 milhões, mas ainda um número tremendamente alto. Isso dá aos trabalhadores uma enorme vantagem enquanto procuram um emprego melhor.

Muitas empresas consultadas pela reportagem do The Washington Post sobre "A Grande Renúncia", dizem que estão achando que esse novo desafio é dinâmico, pois lutam para reter funcionários e encontrar candidatos qualificados para as vagas em aberto. Algumas empresas obtiveram sucesso aumentando seus salários e compensações.

Por outro lado, muitos trabalhadores, especialmente aqueles que perderam o emprego no início da pandemia, podem precisar encontrar maneiras de retreinar e adicionar habilidades para novas carreiras. Muitos trabalhadores decidiram que empregos de baixa remuneração, ou trabalhos que exijam um longo trajeto, não são desejáveis, mas eles podem precisar de novas habilidades para preencher os empregos que desejam mais.

Essas mudanças estão acontecendo rapidamente. As informações do Departamento do Trabalho mostram que cerca de 892 mil trabalhadores de restaurantes, bares e hotéis pediram demissão em agosto, assim como 721 mil trabalhadores no varejo. Outros 706 mil funcionários de negócios e 534 mil trabalhadores da saúde e assistência social também deixaram seus empregos.

Os dados do Departamento de Trabalho norte-americano acrescentam mais contexto a um aspecto surpreendente da pandemia: os trabalhadores estão surgindo com mais opções, já que muitos empregadores dizem que estão lutando para contratar pessoal. O mercado de trabalho ainda está com déficit de cerca de 5 milhões de empregos em relação ao que estava antes da pandemia, e isso nem mesmo explica o crescimento do emprego que normalmente teria ocorrido durante esse período.

Mesmo assim, empregadores em muitos setores, incluindo os de hotéis, restaurantes e construção, reclamam da dificuldade de contratar trabalhadores depois que a pandemia afetou o mercado de trabalho e tornou muitas pessoas menos dispostas a aceitar empregos de baixa remuneração. Enquanto isso, em setembro, os Estados Unidos criaram apenas 194.000 empregos, apesar do número recorde de vagas.

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