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Por que o Nubank comprou a Easynvest

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Fachada do Nubank. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
Fachada do Nubank. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

A fintech Nubank, do colombiano David Vélez e da brasileira Cristina Junqueira, confirmou nesta sexta-feira (11) a aquisição da corretora Easynvest, por valores não revelados. O negócio, segundo a Exame, foi fechado na noite de quinta-feira, sob acordo de pagamento em dinheiro e troca de ações.

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A compra é uma das mais relevantes do mercado financeiro brasileiro nos últimos anos por envolver duas empresas de grande porte, com destaque no ramo: o Nubank, que vive processo de acelerada expansão, com cerca de 26 milhões de usuários de sua conta digital, e a Easynvest, com cerca de 1,5 milhão de clientes e mais de R$ 20 bilhões sob sua custódia.

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O movimento do Nubank se dá justamente nesse contexto de expansão da fintech, que recentemente anunciou ter nada menos que R$ 19 bilhões em caixa – ou seja, musculatura financeira suficiente para alavancar sua expansão inclusive através de grandes aquisições.

A compra da Easynvest coloca o Nubank em posição de vantagem no aquecido mercado das corretoras de investimento, onde encontra outra gigante brasileira – a XP Investimentos – e provavelmente disputará espaço com ela.

A XP, inclusive, anunciou recentemente o lançamento de um cartão de crédito sem anuidade que oferecerá, segundo a empresa, um sistema de cashback na forma de investimentos em fundos especiais.

O crescimento por meio de aquisições é uma estratégia conhecida no setor da tecnologia – basta pensar no caso do Facebook, usando seu caixa para embolsar o Instagram e o WhatsApp. Empresas com muito dinheiro proveniente de fundos investimentos, como é o caso do Nubank, buscam comprar outras parceiras que podem dar a elas uma posição de maior dominância de mercado, e assim isolá-las ainda mais na liderança.

Em entrevista à Exame, o CEO do Nubank, David Vélez, explica a estratégia:

"Estudamos o setor de investimentos com muito cuidado já há algum tempo e entendemos que ele é estratégico por várias razões. Uma vez que o Nubank comece a oferecer produtos de investimentos para os nossos 30 milhões de clientes, há um potencial enorme para conquistarmos uma posição ainda mais forte nesse mercado."

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