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Por que o mercado financeiro 'comemorou' o primeiro turno da eleição?

Mercado financeiro teve uma das suas maiores altas após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições
Mercado financeiro teve uma das suas maiores altas após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições
  • Dólar teve sua maior queda desde junho de 2018;

  • Ibovespa avançou 5,5% nesta segunda-feira (03);

  • Mercado financeiro comemora indecisão no primeiro turno.

Após os resultados do primeiro turno das eleições de 2022, o Ibovespa fechou a segunda-feira (03) com um avanço de 5,5%, enquanto o dólar caiu cerca de 4% para R$ 5,18, a maior queda diária desde junho de 2018, fazendo com que o real tivesse o melhor desempenho global nessa sessão de negociações.

O ânimo da bolsa brasileira pode confundir alguns, uma vez que a eleição presidencial saiu indefinida, com os dois maiores candidatos, Lula e Bolsonaro, se diferenciando por uma pequena margem dos votos (48,4% a 43,2%, respectivamente).

Mas é justamente essa indeterminação que agradou o mercado. Ambos candidatos são bem vistos pelo setor financeiro. Bolsonaro tem em seu governo o economista Paulo Guedes, um dos fundadores do banco Pactual e uma grande ponte com o setor bancário, e é um defensor de políticas neoliberais.

Já Lula, ainda que parta de um campo mais à esquerda, tomou medidas consideradas boas pelos analistas em seus últimos governos e tem acenado uma aproximação amigável nos últimos meses, ainda mais com a aliança com Henrique Meirelles, economista por trás do Teto de Gastos do governo Temer. No entanto, seu histórico de defesa de medidas econômicas heterodoxas desagrada uma parcela do setor.

Por conta disso, a não vitória em primeiro turno agradou. O petista não conseguiu ganhar com forte apelo popular como queria, e provavelmente terá que dialogar mais com o setor durante seu governo.

“O cenário base continua sendo de uma vitória do Lula. Temos uma diferença de seis milhões de votos, que é difícil tirar no segundo turno. Mas as eleições foram mais apertadas do que o esperado”, disse Marcos Peixoto, gestor da XP Asset ao InfoMoney.

Além disso, afirmou Peixoto, no Legislativo houve uma grande vitória da direita no país, tanto no Senado, quanto na Câmara. "Isso limita bastante o medo de o Lula vir mais à esquerda. Dificilmente vai conseguir, nesse cenário, mudar algo como a lei das estatais ou tomar atitudes mais ousadas, como estatizar a Eletrobras, coisas que ele vinha defendendo”, argumentou o gestor da XP.