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Por que o mercado de ações não quebrou com a desaceleração da China

Foto: VCG/VCG via Getty Images

Os negociadores seguem, surpreendentemente, sorrindo diante da desaceleração econômica da China, que em grande parte está sendo alimentada pela guerra comercial com os EUA.

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E, contanto que a segunda maior economia do mundo não quebre totalmente, esses sorrisos provavelmente persistirão, dizem os profissionais de Wall Street.

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O mercado está mais focado (e mais otimista, por consequência) em como desacelerações econômicas em nível global irão incentivar ações de estímulo por parte dos banqueiros e governos (especialmente na China), segundo especialistas.

O otimismo também segue porque a economia da China realmente continua a crescer, ainda que em menor ritmo, permitindo que grandes multinacionais como Starbucks e Apple se beneficiem do aumento da renda dos trabalhadores e do padrão de vida geral.

"A economia da China tem desacelerado por anos, então é uma desaceleração contida", disse o chefe de pesquisa e estratégia da Global X ETFs, Jay Jacobs, ao Yahoo Finanças. "Eu acho que o maior risco é que haja uma crise na China, uma queda inesperada como resultado disso. Mas creio que isso seja algo improvável, dado o controle do governo sobre a economia e a consistência desse crescimento.”

Mas se você pudesse perguntar a qualquer negociador, há cinco anos, se um crescimento de 6% do PIB de um mercado emergente como o da China seria completamente ignorado, a resposta seria "de jeito nenhum ".

Infelizmente, essa falta de preocupação com a desaceleração econômica da China que vem acontecendo há anos persiste após os últimos dados confusos sobre a economia do país.

O crescimento econômico da China caiu para o nível mais baixo em cerca de três décadas, de acordo com as estatísticas do governo. O PIB da China cresceu 6% no terceiro trimestre. Os analistas estavam esperando um crescimento de 6,1%.

O PIB da China subiu 6,2% no segundo trimestre. O mercado mal reagiu a essas notícias.

“O crescimento é menor, e acho que será assim por um tempo, considerando o que está acontecendo com as taxas comerciais", disse o fundador e CEO da AdvisorShares, Noah Hamman.

"Mas eu não acho que seja algo para se preocupar muito. Creio que a maioria dos investidores está focada no mercado interno. E com o Fed reforçando seu balanço patrimonial, será possível observar um aumento no mercado de ações novamente.”

E se profissionais como Hamman e Jacobs estiverem corretos, o mercado de ações continuará a ignorar a desaceleração do crescimento econômico da China.

Brian Sozzi