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Por que o Facebook mudou de nome?

·5 min de leitura
Uma das gigantes da tecnologia pretende mudar de nome. De acordo com uma reportagem do The Verge, o Facebook está buscando alternativas para um novo nome para a companhia. A nova alcunha deverá ser anunciada na conferência anual da empresa, em 28 de outubro. (Pavlo Conchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Denúncias e mudança de foco da companhia levam para a mudança de nome

  • Mark Zuckerberg quer transformar o Facebook em um dos pioneiros do metaverso

  • Mesmo com mudança de nome, os problemas seguirão acompanhando a empresa

Uma das gigantes da tecnologia pretende mudar de nome. De acordo com uma reportagem do The Verge, o Facebook está buscando alternativas para um novo nome para a companhia. A nova alcunha deverá ser anunciada na conferência anual da empresa, em 28 de outubro. Porém, quais os motivos que levaram Mark Zuckerberg a pensar na mudança? O Yahoo Finanças vai te explicar!

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Os dois principais motivos para essa mudança são um sonho de Zuckerberg, em transformar a companhia no principal nome do metaverso. Em julho, o CEO da companhia anunciou que o principal objetivo era crescer em direção ao desenvolvimento de experiências em realidade aumentada e ser uma das empresas pioneiras no metaverso. O segundo motivo para essa mudança são as constantes denúncias apresentadas pelo governo americano, ex-funcionários e reportagens divulgadas pelo Wall Street Journal. O Facebook tem sido alvo de uma série de questionamentos devido a forma como a empresa lida com fake news, usuários e até por tratar crianças como uma ‘riqueza inexplorada’.

O mundo metaverso de Mark Zuckerberg

Em julho, Zuckerberg disse que o futuro do Facebook está no metaverso virtual, no qual os usuários viverão, trabalharão e se divertirão. “Nenhuma empresa será proprietária e operará o metaverso. Como a internet, sua característica principal será a abertura e interoperabilidade”, disse o post do blog do Facebook. “Dar vida a isso exigirá colaboração e cooperação entre empresas, desenvolvedores, criadores e legisladores. Para o Facebook, também exigirá investimento contínuo em talento em produtos e tecnologia, bem como crescimento em toda a empresa”.

O metaverso, para quem ainda está se perguntando, é um conceito que mistura realidade aumentada e realidade virtual. Em muitos aspectos, acredita-se que seja o futuro da Internet. Fortnite - o videogame Battle Royale - foi considerado um líder no espaço do metaverso por causa de sua conexão com o mundo real, de acordo com o The Washington Post. As pessoas vão para Fortnite para assistir a shows de Ariana Grande ou Travis Scott, por exemplo, o que cria uma experiência fora do mundo real.

A empresa anunciou recentemente 10.000 novas contratações na União Europeia que trabalharão no metaverso. E essa mudança de nome relatada mostra que Zuckerberg irá reorientar toda a marca do Facebook em torno dela. A mudança de nome também pode ajudar o Facebook a se distanciar da bagagem associada ao seu produto principal, à medida que desenvolve seus novos produtos relacionados ao metaverso, como fones de ouvido Oculus e outros dispositivos vestíveis de realidade aumentada e virtual.

Uma das gigantes da tecnologia pretende mudar de nome. De acordo com uma reportagem do The Verge, o Facebook está buscando alternativas para um novo nome para a companhia. A nova alcunha deverá ser anunciada na conferência anual da empresa, em 28 de outubro. (REUTERS/Erin Scott)
Uma das gigantes da tecnologia pretende mudar de nome. De acordo com uma reportagem do The Verge, o Facebook está buscando alternativas para um novo nome para a companhia. A nova alcunha deverá ser anunciada na conferência anual da empresa, em 28 de outubro. (REUTERS/Erin Scott)

Denúncias, acusações e uma pressão governamental contra o Facebook

Uma reformulação da marca também poderia servir para separar ainda mais o trabalho futurístico em que Zuckerberg está focado do intenso escrutínio que o Facebook está fazendo para saber como sua plataforma social opera hoje. Uma ex-funcionária que se tornou denunciante, Frances Haugen, recentemente vazou um tesouro de documentos internos condenatórios para o The Wall Street Journal e testemunhou sobre eles perante o Congresso. Reguladores antitruste nos Estados Unidos e em outros lugares estão tentando separar a empresa, e a confiança do público em como o Facebook faz negócios está caindo.

O Facebook não é a primeira empresa de tecnologia conhecida a mudar o nome de sua empresa à medida que suas ambições se expandem. Em 2015, o Google se reorganizou inteiramente sob uma holding chamada Alphabet, em parte para sinalizar que não era mais apenas um mecanismo de busca, mas um conglomerado em expansão com empresas que fabricavam carros sem motorista e tecnologia de saúde. E o Snapchat mudou para Snap Inc. em 2016, no mesmo ano em que começou a se chamar de “empresa de câmeras” e lançou seu primeiro par de óculos para câmeras Spectacles.

E até agora, a mudança de nome relatada está apenas causando mais escrutínio e parece provocar a ira de alguns legisladores, como a senadora Marsha Blackburn. A republicana do Tennessee co-preside o influente subcomitê bipartidário de Comércio do Senado, que tem conduzido uma investigação sobre as recentes alegações do denunciante; ela twittou na quarta-feira (20) que a mudança de nome no Facebook “não faz diferença até que mudem seus hábitos de priorizar o lucro em vez do bem-estar das crianças”.

Enquanto o mundo espera para saber mais sobre a reformulação da marca do Facebook, um detalhe importante a observar é se haverá uma mudança estrutural real na empresa. Quando o Google reestruturou suas linhas de negócios sob a égide da Alphabet em 2015, a intenção era em parte permitir que os cofundadores Larry Page e Sergey Brin dessem um passo atrás no negócio de pesquisa da empresa e, em vez disso, se concentrassem em suas inovações mais experimentais. Embora Zuckerberg não tenha dado nenhuma indicação de que planeja fazer o mesmo, as pessoas estarão atentas para ver se algum tipo de mudança organizacional ou de liderança vem com essa mudança de marca.

Nesse ínterim, esses planos relatados indicam que, independentemente dos sucessos de reputação com os quais está lidando, o Facebook não será dissuadido de perseguir seus objetivos de negócios. Apesar de todos os escândalos públicos, a empresa ainda é muito bem-sucedida financeiramente, arrecadando dezenas de bilhões em receitas a cada trimestre. E enquanto as ações do Facebook caíram 5 por cento logo depois que o denunciante se tornou público e uma interrupção incomum da rede, o preço já está se recuperando, e os analistas esperam outro relatório de lucros sólidos na próxima semana. Esse sucesso parece dar a Zuckerberg um mandato para promover sua ambiciosa agenda - que agora não parece estar consertando a realidade confusa do Facebook hoje, mas construindo uma nova realidade para amanhã.

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