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Por que o chat privado é o futuro do e-commerce

Foto: Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images

Os varejistas estão perdendo oportunidades ao não dar a devida atenção aos grupos de aplicativos de mensagens instantâneas, segundo o cofundador do Finder.com Fred Schebesta.

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“O futuro do comércio está nos aplicativos de mensagens,” diz Schebesta, de 38 anos, em uma entrevista ao Yahoo. “Hoje, antes de comprar algo, mandamos WhatsApp para algumas pessoas, fazendo algumas perguntas”, ele acrescentou. “Nós temos a informação e já pesquisamos o tema, mas podemos obter respostas praticamente imediatas nos nossos grupos sociais”.

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Em breve, uma compra pode estar a uma mensagem de texto de distância – ou pelo menos disponível após navegar rapidamente por um aplicativo de mensagens instantâneas. Essa capacidade já está sendo usada por usuários de aplicativos de smartphone em alguns países, disse Schebesta.

Ele destacou o aplicativo chinês WeChat, que permite que os usuários troquem mensagens com amigos e familiares, e permite também pesquisas e compras de produtos. O WeChat anunciou em 2018 que tinha 1 bilhão de usuários mensais ativos. O Gojek – um aplicativo indonésio que afirmou ter quase 30 milhões de usuários mensais ativos, somente na Indonésia, no ano passado, de acordo com a Reuters — funciona como aplicativo de transporte, delivery e streaming, entre outros serviços.

“A nossa tese é de que haverá um metasserviço”, disse ele. “Um único aplicativo ao qual você recorre. Isso está começando a acontecer na China e na Indonésia, com o WeChat e o Gojek”.

“Nós os chamamos de meta-aplicativos”, acrescenta.

No ano passado, o Facebook introduziu ferramentas de e-commerce no Instagram e no WhatsApp. Em março, o Instagram acrescentou uma função de compras, que permite que os usuários paguem, dentro do aplicativo, por itens comprados nos seus anúncios de publicidade. Alguns meses depois, em novembro, o WhatsApp acrescentou uma função de catálogo que permite que pequenos negócios exibam seus produtos – embora os usuários precisem comprar os itens em outro lugar.

Fred Schebesta, cofundador do Finder.com, participa do Influencers with Andy Serwer.

Schebesta fez estas observações durante uma conversa que foi ao ar em um episódio do Influencers with Andy Serwer, do Yahoo Finance, uma série semanal de entrevistas com líderes do mundo dos negócios, da política e do entretenimento.

Em 2006, aos 26 anos, Schebesta fundou o Finder.com, um site australiano de comparação de preços que atualmente opera em 83 países e emprega 310 pessoas full-time, segundo ele. Em outubro do ano passado, o Australian Financial Review classificou Schebesta — que mora em Sydney — como o 22º australiano mais rico, com menos de 40 anos de idade, com um patrimônio líquido de US$ 193 milhões.

Schebesta disse que as plataformas de tecnologia, assim como outros serviços populares, atraíram empresas terceirizadas que desenvolvem seu trabalho com base nas capacidades desses serviços.

“Todos os serviços, em todos os setores, passam por essa fase, onde há fornecedores”, disse ele. “O passo seguinte é aquele no qual você agrega essas camadas de serviços aos que já oferece”.

Ele citou o Finder.com como um produto que atua com base em empresas como Amazon e eBay, já que o site ajuda os usuários a comparar preços que poderiam ser encontrados na Internet.

“O que estamos dizendo é que, quando você vai fazer uma compra e está nessa jornada de usuário, há uma parte que fica acima disso, que tem a ver com consciência, consideração e comparação,” disse ele. “Só depois, você faz a compra”.

Max Zahn

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