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Por que nos comparamos a colegas de profissão?

Finanças Internacional
·4 minuto de leitura
Business colleagues discussing project at workstation in design studio
Business colleagues discussing project at workstation in design studio

Por Lydia Smith

Com certeza, muitas pessoas já passaram pela seguinte situação: você rola o feed de uma rede social, vê várias fotos de animais, comidas e amigos curtindo a natureza, como é de se esperar, até se deparar com o post de um colega que conseguiu um emprego incrível em uma empresa renomada.

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Ele trabalhou muito para chegar lá e merece essa conquista. Além disso, você está feliz no seu emprego, não faz sentido sentir inveja. Mas, por que a conquista dos outros nos faz questionar as decisões profissionais que tomamos?

No mundo social em que vivemos, as comparações são bastante comuns, seja com a aparência de celebridades ou o talento de colegas. Na psicologia, a teoria da comparação social é uma explicação para essa tendência e demonstra por que é tão difícil superar esse hábito.

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“Na psicologia social, a chamada teoria da comparação social propõe que os humanos têm uma necessidade inata de fazer avaliações precisas de si mesmos”, explica a psicóloga organizacional e coach de carreira Alison Wilde, que administra a Birdsoup, uma empresa de consultoria de carreira para mulheres. “Por isso, estamos sempre tentando nos comparar aos outros, tanto de forma positiva quanto negativa.”

Na comparação “positiva”, nos comparamos com pessoas que julgamos serem melhores que nós. Na maioria das vezes, o objetivo é a evolução pessoal. Por outro lado, na comparação “negativa”, o julgamento é feito em relação a pessoas em uma posição desprivilegiada, muitas vezes buscando uma sensação de bem-estar pessoal.

O psicólogo Leon Festinger foi o primeiro a propor a teoria da comparação social, em 1954, sugerindo que as pessoas têm um impulso inato de autoavaliação. Uma das principais formas de fazer isso é se comparando a outros indivíduos, principalmente quando estão inseguras sobre suas próprias opiniões ou habilidades. Para alguns acadêmicos, a comparação social é um traço evolucionário herdado de ancestrais primitivos, quando eles precisavam se analisar como competidores.

O processo de comparação social envolve o autoconhecimento pela análise de habilidades, traços e competências pessoais em relação aos de outros indivíduos. Normalmente, as pessoas tentam se comparar a colegas que se parecem com elas, o que pode explicar a tendência de usar amigos como referência.

Em última análise, a situação é o que determina como as pessoas se sentem em relação à comparação social. Às vezes, ver o sucesso de alguém que admiram pode ser positivo e até inspirador. “Porém, esse não é o caso para todas as pessoas e situações”, acrescenta Alison. “Muitas vezes, a comparação no trabalho pode gerar sentimentos opostos. O problema é que, com esse hábito, são analisados pontos de semelhança ou de diferença.”

“Por exemplo, um profissional considerado um bom líder pode gerar comparações e, certamente, haverá inúmeras diferenças de estilo entre ele e outros colegas”, afirma Alison.

“Se não conseguirem trabalhar como ele, podem acabar percebendo essas diferenças de estilo como algo negativo, e a insatisfação pode se transformar em uma sensação de fracasso.”

Comparar-se constantemente com outras pessoas pode ter grande impacto na saúde mental. Concentrar-se nas falhas e buscar a perfeição pode gerar uma autocrítica exacerbada, criando uma pressão muito intensa e prejudicando o bem-estar. Um estudo de 2017 feito por pesquisadores da Universidade de Western Ontario chegou a sugerir que a pressão pela perfeição é um fator que contribui para a ideação e tentativas de suicídio no caso de pessoas suscetíveis a esses pensamentos.

Infelizmente, a comparação social é um hábito difícil de superar, porque a sociedade é incentivada a praticá-la desde a infância. Na escola, na faculdade e no trabalho, todos se comparam com colegas para avaliar competências e conquistas pessoais, além de aparência, popularidade e outros aspectos.

A ascensão das redes sociais também não favorece esse cenário. As pessoas passam horas e horas no Instagram, no Facebook (FB) e no Twitter (TWTR), que são janelas para momentos cuidadosamente selecionados da vida alheia. Nelas, só são registrados os bons momentos, muitas vezes sem contexto.

Para limitar os efeitos negativos da comparação social, pode ser uma boa ideia fazer uma lista do que ou quem afeta você. Anote o que você menos gosta em si mesmo e tente se policiar na próxima vez que se sentir inseguro.

Se a comparação com outras pessoas estiver sendo um desafio, talvez valha a pena sair um pouco das redes sociais ou limitar o acesso a elas. Além disso, é importante tentar pensar racionalmente quando um colega for promovido ou um amigo conseguir um novo emprego. O que é bom para uma pessoa, talvez não seja bom para outra, e não há como saber quais são os pontos negativos ou o que ela teve de sacrificar para chegar aonde está.

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