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Por que a Lua também aparece de dia no céu?

·6 min de leitura

Você já deve ter notado que, de vez em quando, a Lua aparece no céu diurno. Muitas vezes, ela aparece pela manhã e ao lado do Sol, inclusive. Mas como isso é possível? Há mais fatores em jogo do que parece, e explicamos nas próximas linhas.

Obviamente, o Sol é muito mais brilhante do que a Lua, em todos os comprimentos de onda do espectro. Bem, todos, exceto um — os raios gama. É que o Sol emite pouca dessa “luz”, por isso ele ficaria bem “apagado” se você enxergasse apenas os fótons de raios gama. A Lua, por outro lado, se sobressai e supera nossa estrela nesse espectro. Mas não enxergamos raios gama, então voltamos ao ponto inicial: como a Lua consegue brilhar tanto durante o dia?

Se a Terra, em nosso ponto de vista, está virada de frente para o Sol e a Lua está bem ao lado dele, não significa que a Lua se encontra no meio do caminho entre Sol e Terra? Nesse caso, sua face visível não deveria estar na sombra? Pior ainda, na luz visível, os raios refletidos pela Lua são 400 mil vezes menos brilhante que os do Sol, então ela não deveria ser totalmente ofuscada?

Por que a Lua aparece de dia?

(Imagem: Reprodução/Dids/Pexels)
(Imagem: Reprodução/Dids/Pexels)

Antes de resolver o problema do brilho, será útil entender o movimento aparente dos astros no céu. Todas as coisas que vemos lá no alto nascem no leste e se põem no oeste, porque é a Terra que está girando de oeste para leste. A Lua está orbitando na mesma direção, e podemos verificar isso fotografando o céu do mesmo lugar por várias noites seguidas. Mas a Lua estará em uma posição ligeiramente mais oriental no céu a cada noite, conforme seu disco aumenta para a Lua cheia ou diminui para uma Lua nova 0% iluminada. Mas há alguns movimentos sutis.

O ciclo lunar tem 29,5 dias, tempo que se passa entre duas luas cheias, e nasce no horizonte cerca de 50 minutos mais tarde a cada noite. Por outro lado, isso significa que ela se põe cerca de 50 minutos mais tarde no oeste, a cada noite. Seguindo esse ritmo ligeiramente deslocado da órbita da Terra (que “comanda” quando é dia ou noite), eventualmente a Lua nascerá tarde da madrugada e se porá bem após o alvorecer.

Nas noites após a Lua cheia, por exemplo, nosso satélite natural nasce cada vez mais tarde, e se põe cada vez mais perto do meio-dia. Esse “atraso” em relação ao Sol começa exatamente na primeira noite de Lua cheia, que acontece quando a Terra está mais ou menos no ponto exato entre o Sol e a Lua (não exatamente entre os dois, porque se assim fosse, haveria um eclipse lunar). É por isso que a Lua está 100% iluminada.

Essa primeira Lua cheia, 100% iluminada, nasce bem perto do momento em que o Sol se põe, e desaparece no horizonte bem próximo do amanhecer seguinte. Essa é a única noite do mês que você verá isso acontecer, porque, em todas as noites seguintes, a Lua terá aquele atraso de 50 minutos. Na segunda noite de Lua “cheia” (oficialmente conhecida como minguante gibosa), ela nasce no leste com um atraso de 50 minutos, aproximadamente. Pode ir até seu quintal e conferir no relógio, noite após noite (é um ótimo exercício de astronomia observacional, aliás).

Na manhã seguinte, ela nascerá 100 minutos após o alvorecer, depois 150 minutos, e assim por diante, como a Lua fosse mais “lenta” que o Sol durante um ciclo lunar. Mas se você estiver acompanhando a matemática, perceberá logo que, em algum momento, veremos o contrário.

Lua diurna do dia 10 de novembro de 2021, surgindo no horizonte pela manhã e brilhando durante toda a tarde (Captura de tela: Stellarium)
Lua diurna do dia 10 de novembro de 2021, surgindo no horizonte pela manhã e brilhando durante toda a tarde (Captura de tela: Stellarium)

Por exemplo, no dia 5 de novembro deste ano, a Lua estará bem próxima do Sol, nascendo praticamente no mesmo horário, e se pondo junto da estrela. Chamamos isto de Lua nova. A partir daí, aquela diferença de 50 minutos deixará a Lua “para trás” — ela nascerá às 6h49 no dia 6, às 7h41 no dia 7, e por aí vai. Este sim é um período em que dificilmente veremos o satélite, por estar entre o Sol e a Terra, mas isso não dura muitos dias.

No dia 10 de novembro, ela nasce às 10h53, então veremos esta Lua crescente tentando “alcançar” o Sol durante toda a tarde e se pondo por volta da meia-noite. Aliás, neste dia ela desenhará um trajeto bem mais amplo no céu, quase passando pelo zênite (o ponto celeste exatamente acima de sua cabeça).

Como a Lua consegue brilhar de dia?

Certo, mas e o brilho? Por que a Lua ainda é visível durante o dia, se ela está — mais ou menos — entre o Sol e a Terra? Há alguns fatores em jogo aqui, e um deles é a proximidade do nosso satélite. Sabemos que a Lua é, sem espaço para dúvidas, o objeto espacial mais próximo da Terra, com uma distância média de 384.400 km. O segundo objeto mais brilhante das nossas noites é Vênus, que fica muito mais longe de nós do que a Lua — em sua máxima aproximação com a Terra, essa distância média é de 41 milhões de km. Mas Vênus é muito maior que a Lua, então seu brilho intenso no céu noturno é justificado.

A Lua, por sua vez, tem um agente importante a seu favor: o próprio solo lunar, coberto de regolito, que tem a “habilidade” de refletir mais luz de volta para o Sol do que em outras direções. Por isso o centro da Lua parece tão luminoso quanto suas bordas externas. Porém, o Sol sempre iluminará apenas metade do satélite, e nós só vemos toda a face iluminada na Lua cheia. Durante as outras fases, essa face iluminada está em um ângulo que nos permite ver apenas uma parte.

Para não ficar dúvida, durante o quarto crescente e o quarto minguante, vemos metade da face iluminada da Lua. No início do ciclo, que é a Lua nova, não podemos ver a Lua porque não há nem um pedacinho de seu lado iluminado apontado para a Terra. Ao longo dos próximos 29,5 dias, a Lua passará pelas demais fases, cada uma delas nos mostrando uma parte da metade iluminada, até vermos a Lua cheia, 100% iluminada, mais uma vez.

(Imagem: Reprodução/NASA/Bill Dunford)
(Imagem: Reprodução/NASA/Bill Dunford)

Por fim, mas não menos interessante, a órbita da Lua em torno da Terra significa que sua distância do Sol muda com o tempo. Por exemplo, durante a Lua cheia, ela estará mais longe do Sol, enquanto na Lua nova o satélite fica mais perto da estrela. Com a soma de todos esses fatores, a nossa Lua fica mais luminosa durante o dia, quando ela eventualmente dá o ar de sua graça.

Fonte: Canaltech

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