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Por que fabricar carros elétricos impacta menos a natureza?

·3 min de leitura

Você já viu aqui no Canaltech muito do que envolve o crescimento do setor de carros elétricos no Brasil e no mundo. Além disso, teve a chance de ler sobre mitos e verdades, conhecer 5 curiosidades e até aprender a calcular o consumo desse tipo de veículo.

Agora chegou a hora de conhecer a resposta para mais uma questão que gera dúvidas na cabeça de muita gente e, às vezes, é tratada como inverídica: Por que fabricar carros elétricos impacta menos a natureza?

Quem elucidou a questão foi o estudo desenvolvido pela Transport & Environment (T & E), publicado pelo jornal britânico The Guardian ainda no primeiro trimestre de 2021. Os responsáveis pelo documento resolveram se aprofundar na questão.

A motivação especial utilizada por eles foi encontrar uma forma para rebater as críticas dos fabricantes de carros a combustão de que “a produção das baterias de veículos elétricos também gera danos ao meio ambiente”.

Arranha-céu x Bola de futebol

Imagem: Divulgação/T & E
Imagem: Divulgação/T & E

Lucien Mathieu, analista de transporte e e-mobilidade da T & E, resumiu de forma simples o porquê é 100% correto afirmar, sem medo de errar, que a produção de carros elétricos impacta menos a natureza do que a dos veículos a combustão.

“Quando se trata de matérias-primas, simplesmente não há comparação. Ao longo de sua vida, um carro movido a combustível fóssil queima o equivalente a uma pilha de barris de petróleo, com 25 andares de altura. Se você levar em conta a reciclagem de materiais de bateria, apenas cerca de 30 kg de metais seriam perdidos, e isso é aproximadamente do tamanho de uma bola de futebol”.

A pilha de barris de petróleo citada pelo especialista da T & E equivale a exatamente 17 mil litros de combustível que são queimados pelos carros a combustão em seu tempo de vida - e sem a possibilidade de reciclagem, ao contrário do que ocorre com as baterias dos carros elétricos.

“Nossa análise anterior mostrou que os veículos elétricos emitem 64% menos CO2, incluindo todas as diferentes etapas como geração de eletricidade e produção de combustível, mas isso ainda não afastou o argumento de que os veículos elétricos consomem grande quantidade de matéria-prima. O estudo também mostra que as necessidades de matéria-prima das baterias EV são mínimas em comparação com o combustível queimado por carros movidos a combustíveis fósseis, que, ao contrário das baterias, não podem ser reciclados.”

“Gigafábricas” a caminho

De acordo com o relatório da Transport & Environment, a transformação da Europa em continente autossuficiente na produção de baterias elétricas passa pela criação de novas gigafábricas. E o planejamento já está pronto: a ideia é ter 22 gigafábricas de bateria para a próxima década.

Esse número faria com que a capacidade de produção total fosse estendida a 460 GWh em 2025, o suficiente para cerca de 8 milhões de carros elétricos a bateria. “O aumento da eficiência da bateria e da reciclagem deixarão a União Europeia significativamente menos dependente das importações de matérias-primas do que do petróleo”, comentou Mathieu, analista de transporte e e-mobilidade da T & E.

Imagem: Divulgação/T & E
Imagem: Divulgação/T & E

O estudo apontou também que a lacuna deve aumentar bem mais à medida que os avanços tecnológicos conseguirem reduzir a quantidade de lítio necessária para fazer uma bateria elétrica, lá pela metade em 2035. Segundo a T & E, a quantidade de cobalto necessária cairá mais de três quartos, e a do níquel, cerca de um quinto.

E aí: qual a sua conclusão após os dados apresentados pela T & E a respeito da produção dos carros elétricos e a natureza? Ao que tudo indica, ela realmente é bem mais amiga do verde do que a dos carros a combustão, concordam?

Fonte: Canaltech

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