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Por que este investidor diz que a Netflix foi "um dos maiores erros"

·4 minuto de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

As ações da Netflix subiram durante a pandemia do coronavírus, acumulando uma valorização de quase 50% desde março, pelo fato de que muitas pessoas estão em casa curtindo programas como o documentário serial “Tiger King” e a comédia “Eu Nunca…”.

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O serviço de streaming ganhou quase 26 milhões de assinantes nos primeiros seis meses de 2020, apenas 2 milhões a menos do que o total de assinantes ao longo de todo o ano passado. Além disso, 41% dos usuários da Netflix pretendem continuar com sua assinatura depois da pandemia — um índice de fidelização maior do que o de qualquer outro serviço, segundo uma pesquisa com mil americanos publicada pela Piper Sandler em 25 de agosto.

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Os números fortes fizeram o investidor bilionário Mario Gabelli — que ganhou destaque nos anos 1980 pelos trades certeiros com ações de empresas de mídia e telecomunicações — chamar uma oportunidade perdida com a Netflix de “um dos meus maiores erros”.

Gabelli, o executivo-chefe e presidente da gigante de investimentos GAMCO, afirmou em uma entrevista em 25 de agosto, que a empresa tem uma pequena participação na Netflix, mas que se arrepende de ter deixado passar a chance de comprar ações da empresa na baixa, depois que a empresa anunciou um dos aumentos de preço das assinaturas mensais ocorridos nos últimos anos.

“[O CEO da Netflix] Reed Hastings aumentou o preço, a ação caiu”, Gabelli relembra, dizendo que agora “a Netflix está muito bem”.

A empresa aumentou o preço de suas assinaturas mensais algumas vezes desde o primeiro ajuste em 2014, mas não ficou claro a qual Gabelli se referia. Agora, a Netflix oferece diferentes preços mensais, de US$ 8,99, US$ 12,99 e US$ 15,99 — as opções mais caras permitem que um assinante assistir em mais telas simultaneamente.

Por outro lado, a Disney Plus custa US$ 6,99 por mês, e a Hulu cobra uma mensalidade de US$ 5,99 ou US$ 11,99 por uma versão sem anúncios. Ainda há alternativas mais baratas, como a Apple TV Plus, que custa US$ 5 ao mês, e a Peacock, que oferece, entre outros planos, uma opção limitada gratuita.

No último ano, a Netflix enfrentou uma série de novos concorrentes em streaming, incluindo Disney Plus, HBO Max, Peacock, e Apple TV. Além disso, a Hulu procurou reforçar sua posição no mercado criando uma nova programação original e remodelando seu site, enquanto a Amazon Prime continua mostrando resultados impressionantes com sucessos como “Fleabag”, série vencedora de seis prêmios Emmy no ano passado.

Ao apontar os segredos para o sucesso das plataformas de streaming, Gabelli enfatizou a qualidade da programação e o alcance mundial do serviço.

“O conteúdo continua sendo importante”, ele diz. “Mas, hoje, a disponibilidade de combinar e apresentar bem esse conteúdo é o principal”.

“Nos próximos cinco anos, as perguntas serão: 'quem pode criar'? Quem pode distribuir? E quem pode levar ao consumidor no mundo todo?”, acrescenta o investidor.

O aumento no número de assinantes da Netflix no segundo trimestre fez com que o total de assinantes global atingisse cerca de 193 milhões. Para efeito de comparação, a Disney Plus tinha60,5 milhões de assinantes no mundo todo no dia 3 de agosto, apesar de a plataforma estar ativa por um período bem mais curto, tendo sido lançada em novembro do ano passado.

Gabelli conversou com o editor-chefe da Yahoo Finance, Andy Serwer, em um episódio de “Influencers with Andy Serwer”, uma série de entrevistas semanais com líderes de negócios, política e entretenimento.

Grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Apple, trazem importantes recursos à guerra do streaming, mas Gabelli acredita que empresas tradicionais, como Comcast e Disney têm vantagem pela experiência no mercado.

“Se eu sou da Disney, sei como me comunicar com um cliente e tenho conteúdo, o devo oferecer ao consumidor?”, indaga. “Dê ao consumidor o que ele quer, a qualquer momento e em qualquer lugar, pelo menor preço possível.”

Max Zahn e Andy Serwer

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