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Por que consumo não deslancha apesar de vacinação e reabertura

·3 minuto de leitura
Rua de comércio popular
Entre os mais pobres, desemprego maior limita ainda mais o poder de consumo

O avanço da vacinação e os sinais de retomada da economia observados nos primeiros meses do ano não foram suficientes para evitar que o consumo dos brasileiros atingisse seu pior patamar desde o início de 2019, de acordo com o estudo Consumer Insights, da consultoria Kantar.

O índice, que leva em conta o consumo dentro e fora de casa, teve uma queda de 6% entre abril e junho deste ano, o que indica uma retração em comparação com o ano anterior.

Embora o consumo dentro de casa — de itens como alimentos e produtos para limpeza e higiene — tenha crescido 25%, o fora de casa — de itens como refeições, água mineral, energéticos, sucos, sanduíches, bolos, chocolates e barras de cereal — caiu 36%.

A combinação levou ao pior resultado da pesquisa desde que ela começou a ser realizada, no começo de 2019. O índice, que ficou positivo em torno de 4% a longo do ano passado, despencou no primeiro trimestre deste ano e ficou negativo em 5%. Agora, piorou ainda mais.

O único bom sinal veio dos jovens entre 18 e 29 anos das classes A, B e C, segmentos em que o consumo fora de casa teve um ligeiro aumento. Mas ainda está longe de ser a realidade dos brasileiros mais velhos e mais pobres.

"Começamos a ver um aumento do consumo fora de casa com o progresso da imunização e a queda dos índices de contágio, mas a população com mais de 50 anos ainda se mantém isolada, e não vemos a mesma tendência de crescimento entre os jovens das classes D e E", diz Elen Wedemann, presidente da divisão Worldpanel da Kantar, responsável pelo levantamento.

Desemprego e inflação

Vendedora em porta de loja
Inflação afasta os clientes das lojas

Um dos motivos estaria no desemprego, que cresce junto com a pobreza. Dados da Kantar mostram que, em 17% dos lares brasileiros, ao menos uma pessoa perdeu o emprego neste ano. Destes, 80% eram das classes C, D e E.

A taxa teve uma melhora em relação ao final de 2020, quando 28% disseram que ao menos uma pessoa foi demitida no ano passado. "Há um movimento de retomada do emprego, mas ele favorece mais as classes A e B", diz Wedemann.

Ao mesmo tempo, o auxílio emergencial encolheu e chegou a menos gente neste ano. Isso reduziu ainda mais o poder de consumo das famílias mais pobres. Em paralelo, a alta da inflação trabalha contra qualquer benefício que a tímida retomada da economia traz.

"Estamos em um momento muito delicado, em que essas classes sociais começam a sofrer cada vez mais e precisam reduzir e revisar tudo que consomem dentro e fora de casa", diz Wedemann.

Como a maioria da população brasileira está nas classes C, D e E, se estas pessoas compram menos, a economia como um todo sofre. Da mesma forma, avalia Wedemann, só uma recuperação mais forte da economia vai gerar trabalho suficiente para tanta gente.

"Não há como pensar em uma retomada geral sem um plano específico que estimule setores que geram oportunidades de emprego para as classes C, D e E — e ainda não vimos isso."

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