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Por que China escolheu o Brasil como parceiro na vacina contra a COVID-19?

·3 minuto de leitura

Na corrida por uma vacina segura e eficaz contra a COVID-19, o Brasil tem uma carta na manga. Acontece que o Instituto Butantan, um órgão do governo do estado de São Paulo, tem coordenado os testes clínicos da CoronaVac (candidata a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech) em milhares de brasileiros, divididos em seis estados do país. Mas o que leva a China a escolher justamente o Brasil para firmar essa parceria?

Em entrevista à BandNews, o CEO do Sinovac/BioNTech, Yin Weidong, trouxe à tona um dos motivos que fez a empresa optar pelo Brasil: a gravidade com que o país foi atingido, uma vez que já são mais de 4,7 milhões casos, e o número de mortos já ultrapassou a marca de 140 mil.

Weidong ainda ressalta a possibilidade de os testes serem encerrados em dezembro, para que então a vacina seja distribuída à população. “Segundo as informações da parte brasileira, está concluída a vacinação dos voluntários, e o recolhimentos dos dados está previsto para novembro ou dezembro. Caso os dados recolhidos correspondam aos exigidos pelos órgãos supervisores do Brasil e da China, será possível colocar o produto no mercado. O final do ano é uma estimativa otimista”, disse Weidong.

Vale apontar que, no total, a China tem 11 pesquisas de vacinas contra a doença. A CoronaVac está sendo testada também no sudeste asiático e em outras regiões da América Latina. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já autorizou a participação de 13 mil pessoas no teste da vacina e o laboratório chinês fechou uma parceria com o Instituto Butantan para produzir e distribuir a CoronaVac assim que os testes forem concluídos.

CoronaVac

China escolheu o Brasil como parceiro na vacina contra a COVID-19 (Imagem: Cottonbro/Pexels)
China escolheu o Brasil como parceiro na vacina contra a COVID-19 (Imagem: Cottonbro/Pexels)

A candidata à vacina CoronaVac é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos inativos do coronavírus (não há chance de desencadear uma infecção). Com a aplicação das duas doses previstas, o sistema imunológico de cada paciente deve produzir anticorpos contra o vírus da COVID-19.

A expectativa é de que em dezembro alguns grupos específicos, como o de profissionais da saúde, já sejam vacinados no Brasil — e no início de 2021 a imunização deve ser ampliada.

Em agosto, o próprio diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, previu que serão entregues 45 milhões de doses da vacina CoronaVac para o SUS (Sistema Único de Saúde) até o mês em questão. "Asseguramos que em dezembro teremos 45 milhões de doses disponíveis para o SUS", confirmou, em coletiva de imprensa, na época. "Podíamos integralizar esse volume até 60 milhões em março e 100 milhões em maio. Formalizamos essa possibilidade", completou, sobre as perspectivas do Brasil no combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Fonte: Canaltech

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