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Por que as pessoas voltaram a cultivar o próprio alimento?

Matheus Mans
·3 minuto de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Durante os meses de mais isolamento social da pandemia, era comum ver pessoas compartilhando stories de suas horas recém-plantadas, até mesmo em apartamentos. O consumo de alimento de cultivo próprio só tende a aumentar nos próximos anos — e já existem até startups e empresas de olho na tendência.

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Para especialistas e empresas do ramo, o principal motivo para a plantação própria é a qualidade de vida. Ainda que o brasileiro plante seis vezes menos em casa do que o italiano, ou doze vezes menos que os russos, essa cultura está crescendo em diferentes camadas sociais, em diferentes ambientes e em cidades do interior e da capital.

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É o caso do especialista em marketing João Carlos de Arruda. Em 2015, ele teve uma grave crise de colesterol e hipertensão enquanto trabalhava para uma grande empresa de publicidade em São Paulo. O susto foi o basta em sua alimentação industrializada.

Em seu apartamento de 200 metros quadrados em uma área nobre de São Paulo, o publicitário conta ter produção de “dezenas” de alimentos. Além de alface, rúcula e temperos, ele fez uma parceria com uma empresa especializada para cultivar frutas dentro de casa. “O que não consigo plantar na minha varanda, compro de plantios orgânicos”, diz.

“Hoje, há a sensação de que a produção própria de alimento exige dinheiro, paciência e muito espaço, mas este é um mito que está caindo cada vez mais”, afirma o nutricionista Júlio Baptista. “Claro que não vamos conseguir produzir nossa própria carne em um apartamento de 30 metros quadrados. Mas vegetais, hortaliças, pães, queijos e até manteiga seguem esse movimento ainda mais forte. Não há volta desse comportamento.”

Saúde e consciência ambiental

Para Andrei Santos, diretor de planejamento da ISLA Sementes, líder nesse segmento, a preocupação com o que vai ao prato é o motor da mudança. “Não existe uma qualidade de vida sem a presença de frutas e hortaliças nas refeições e alimentação. Então, a horta vem naturalmente nesse processo”.

Além disso, há uma consciência sobre o futuro do planeta e como as plantações podem ser maléficas para o solo, para o clima e para a economia de água. “A gente entendeu que a forma que nos relacionamos com os alimentos não é saudável pra gente, nem pro planeta”, conta Rodrigo Farina, CEO e cofundador da Brota Company, startup de horas inteligentes. “Refletimos os motivos do sistema funcionar de maneira tão maléfica. Há muitos químicos, coisas que nos fazem mal.”

Startup Brota aposta em cultivo de horta dentro de casa (Foto: Divulgação)
Startup Brota aposta em cultivo de horta dentro de casa (Foto: Divulgação)

Horta ao alcance de qualquer um

Com esse movimento de produção caseira de alimentos, marcas e profissionais começam a surgir e outras a se adaptar. A ISLA Sementes lançou o Clube Minha Horta, programa de assinatura de sementes. “Colocamos [esse projeto] no ar em 2019”, conta Andrei Santos. “No seu início, o clube atingiu a marca de centenas de assinantes e o nosso desafio é superar a barreira de milhares de assinantes em 2021."

Segundo Andrei, hoje, este público é o mais diverso possível, tanto em faixa etária, quanto em profissão. “É importante entender que a horta é viver uma experiência, se relacionar com algo vivo. É um desafio importante, não é só plantar sua arte, dar as costas e tchau. Exige cuidado”, explica

Já a Brota Company lançou uma horta “portátil”. A ideia é que o consumidor use uma terra altamente nutritiva para plantar suas hortaliças em espaços diminutos de apartamentos com sementes de desenvolvimento mais rápido. “74% das pessoas querem uma horta em casa”, diz Rodrigo. “Mas não tinha tempo na rotina, não tinha conhecimento, não tinham espaço. Por isso desenvolvemos esse produto autônomo para todo espaço”.

O nutricionista Júlio Baptista, porém, chama a atenção para duas coisas: nutrição e necessidade de expandir essa cultura. “Primeiramente, precisamos expandir isso cada vez para mais classes e não deixar isso restrito em coberturas de Moema”, comenta.

Esta matéria faz parte do especial "Perspectivas: como a Covid transformou o mundo". Nele, projetamos as grandes mudanças que 2020 desencadeou nos próximos cinco anos. Acompanhe outras projeções.

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