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Por que algumas pessoas podem ouvir os mortos? Pesquisadores descobrem

·3 min de leitura
Por que algumas pessoas podem ouvir os mortos? Pesquisadores descobrem
Por que algumas pessoas podem ouvir os mortos? Pesquisadores descobrem

Os cientistas identificaram algumas características que podem tornar uma pessoa mais propensa a afirmar que ouve vozes de mortos. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Mental Health, Religion and Culture, uma predisposição a altos níveis de absorção em tarefas, experiências auditivas incomuns na infância e uma alta suscetibilidade a alucinações auditivas ocorrem em médiuns.

A descoberta pode ajudar a entender melhor as alucinações auditivas que acompanham doenças mentais como a esquizofrenia, dizem os pesquisadores. As experiências espíritas de clarividência e clariaudiência – que é a experiência de ver ou ouvir algo atribuída aos espíritos dos mortos – são de grande interesse científico, tanto para antropólogos que estudam experiências religiosas e espirituais, quanto para cientistas que estudam experiências alucinatórias patológicas.

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No estudo, os pesquisadores focaram em entender melhor o motivo de algumas pessoas com experiências auditivas relatarem uma experiência espírita, enquanto outras as consideram mais angustiantes e recebem um diagnóstico de saúde mental.

“Os espíritas tendem a relatar experiências auditivas incomuns que são positivas, começam cedo na vida e que muitas vezes são capazes de controlar”, explicou o psicólogo Peter Moseley, da Northumbria University, no Reino Unido.

De acordo com ele, entender isso é importante para saber mais sobre as “experiências angustiantes ou não controláveis ​​de ouvir vozes”. Ele e seu colega psicólogo Adam Powell, da Durham University, no Reino Unido, recrutaram e pesquisaram 65 médiuns clariaudientes da União Nacional dos Espíritas do Reino Unido e 143 membros da população em geral recrutados através da mídia social, para determinar o que diferenciava os espíritas do público em geral, quem não relatam ter ouvido vozes de mortos.

No geral, 44,6% dos espíritas relataram ouvir vozes diariamente e 79% disseram que as experiências faziam parte de suas vidas diárias. Por mais que a maioria tenha relatado ouvir as vozes dentro de suas cabeças, 31,7% relataram que as vozes também eram externas.

Em comparação com a população em geral, os espíritas relataram uma crença muito maior no paranormal e eram menos propensos a se importar com o que as outras pessoas pensavam deles. Eles tiveram sua primeira experiência auditiva ainda jovens, com idade média de 21 anos, e relataram alto nível de absorção, termo que descreve a imersão total em tarefas e atividades mentais ou estados alterados.

Em ambos os grupos, não houve diferenças nos níveis de crença no paranormal e suscetibilidade a alucinações visuais. Os pesquisadores comentaram que experimentar as ‘vozes dos mortos’ é, portanto, improvável de ser resultado da pressão dos colegas ou um contexto social.

Portanto, essas pessoas adotam o espiritismo porque se alinha com sua experiência: “Nossas descobertas dizem muito sobre ‘aprendizado e anseio’. Para nossos participantes, os princípios do espiritismo parecem dar sentido para as experiências extraordinárias da infância e aos fenômenos auditivos frequentes que experimentam como médiuns praticantes”, disse Powell.

Para as pesquisas futuras, a equipe de pesquisadores querem explorar uma variedade de contextos culturais para entender melhor a relação entre absorção, crença e a experiência espiritual.

Fonte: Science Alert

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