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Por que a Coca-Cola não descreve os ingredientes dos novos sabores?

Essa estratégia da Coca é utilizada para fazer a marca ser lembrada com mais frequência (Getty Image)
Essa estratégia da Coca é utilizada para fazer a marca ser lembrada com mais frequência (Getty Image)
  • Coca-Cola lançou três sabores de bebidas em edições limitadas

  • Nomes das novas criações da marca são abstratos e conceituais

  • Escolha foi proposital para gerar engajamento entre os consumidores mais jovens

Que tal um refrigerante sabor Starlight? Ou talvez um a base de Byte. Quem sabe você prefira o gosto de Dreamworld. Por mais abstratos que esses conceitos em inglês possam parecer, eles são a aposta da Coca-Cola para as novas criações da marca.

Os produtos, que foram lançados em edições limitadas, trazem descrições complexas de conceitos e experiências ao invés de listar quais produtos e sabores foram utilizados para fabricar as bebidas.

“Estamos nos envolvendo com as pessoas”, afirmou Selman Careaga, presidente da categoria global da Coca-Cola Trademark, de acordo com a CNN. “Eles estão interagindo conosco e estão tentando adivinhar o que há nele”.

A ideia vem de um posicionamento de marca que aposta em criar itens que gerem discussão entre os consumidores. Essa estratégia é utilizada para fazer a marca ser lembrada com mais frequência.

A companhia descreveu Starlight como sendo produzida com “notas que lembram a observação de estrelas ao redor de uma fogueira, bem como uma sensação de resfriamento que evoca a sensação de uma viagem fria ao espaço”.

Já a Byte “convida você a explorar o sabor dos pixels”, enquanto a Dreamworld é de alguma forma ainda mais conceitual, prometendo aos consumidores que eles “experimentarão o sabor familiar da Coca-Cola agora com um sabor surpreendente e inesperado de um mundo de sonhos”.

As criações foram desenvolvidas para para se encaixar nos temas mais amplos de espaço, computação e sonhos. Elas são voltadas para a Zeração Z.