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Por que é tão importante estudar as regiões da Lua que estão sempre na sombra?

·2 minuto de leitura

É equivocado dizer que a Lua tem um "lado escuro" ao se referir sobre o hemisfério lunar que não podemos ver da Terra, já que essa face do nosso satélite natural também é “banhada” pelos raios solares. Contudo, há algumas regiões da Lua que são, de fato, sempre escuras e extremamente geladas. E essas áreas são de grande valor científico.

A NASA pretende enviar sua próxima missão tripulada à Lua em 2024, através do Programa Artemis, e este será o primeiro passo para estabelecer a presença permanente da humanidade em superfície lunar. Para isso, será necessário encontrar meios de sobreviver de forma sustentável, ou seja, com os recursos encontrados na própria Lua. Entre esses recursos, claro, está a água, que está em algumas reservas de gelo já encontradas na Lua.

Em 2009, por exemplo, a NASA enviou o estágio superior de um foguete Atlas para colidir com a cratera Cabeus, no Polo Sul lunar, uma dessas regiões escuras que nunca recebem os raios solares. Com isso, um satélite da agência espacial chamado Lunar Crater Observation and Sensing Satellite detectou hidrogênio, monóxido de carbono, cálcio, mercúrio e magnésio na nuvem ejetada pelo impacto, além de uma quantidade de água e vários outros compostos voláteis.

Área a oeste da cratera Nobile (Imagem: Reprodução/NASA)
Área a oeste da cratera Nobile (Imagem: Reprodução/NASA)

Isso comprova que nosso satélite natural guarda em suas regiões mais ocultas valiosos recursos que deverão ser explorados em 2023, pela missão VIPER (Volatiles Investigating Polar Exploration Rover), da NASA. Acontece que este deve ser apenas o começo desse tipo de exploração, já que as crateras escuras da Lua são difíceis de acessar, até mesmo para rovers autônomos ou controlados remotamente. O VIPER pousará próximo à borda oeste da cratera Nobile, que tem de 72 km de largura.

Há outro fator de grande importância que torna esse tipo de missão valiosa. É que os voláteis presentes nessas crateras lunares estão intactos, intocáveis pela radiação solar desde o início do Sistema Solar. Isso significa que os blocos de gelo encontrados por lá carregarão informações inalteradas dos primeiros dias do nosso “quintal cósmico”, e poderão responder dizer como os voláteis foram distribuídos por todo o Sistema Solar interno.

Por fim, as crateras do Polo Sul lunar também podem preservar os voláteis liberados pelo interior da própria Lua, quando ela ainda estava vulcanicamente ativa. A missão VIPER está prevista para ter 100 dias de duração, durante os quais visitará pelo menos seis locais e coletará amostras de pelo menos três deles.

Fonte: Canaltech

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